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Yuki Kurohime


Sucesso de vendas na Suécia, uma história divertida e emocionante sobre como uma única pessoa pode mudar a vida de outras — e ter sua própria vida mudada por elas. Ove tem cinquenta e nove anos e não gosta muito das pessoas. Afinal, hoje em dia ninguém mais sabe trocar um pneu, escrever à mão ou usar uma chave de fenda. Ninguém mais quer trabalhar e assumir responsabilidades. Todo mundo é jovem, usa calça justa e só quer saber de internet. Para Ove, uma sociedade em que tudo se resume a computadores e café instantâneo só pode decepcioná-lo. Como se isso não bastasse, a única pessoa que ele amava faleceu. Sem sua esposa, a vida de Ove perdeu a cor e o sentido. Meses depois, ele toma uma decisão: vai dar fim à própria vida. No entanto, cada uma de suas tentativas é frustrada por algum vizinho incompetente que precisa de ajuda. Mas, quando uma estranha família se muda para a casa ao lado, Ove aos poucos passa a encarar o mundo de outra forma.

 Fredrik Backman | Um homem chamado Ove | Alfaguara | 2015 | 352 p.


Desde que eu encontrei esse livro, eu estava doida para lê-lo. O plano era deixá-lo para o próximo mês em autor sueco no DLL20, mas não aguentei.

E parecia ser o destino quando estava procurando um filme com a temática de suicídio para um evento acadêmico que estou organizando e encontrei esse.

Sim, suicídio.

(#Gatilhos!)

Ove, depois de perder a esposa, depois de perder o emprego, encontra-se sem objetivo em sua vida e acha que finalmente chegou a hora de reencontrar sua amada. Mas seus vizinhos não deixam!


"Não é possível que aqueles mesmos vizinhos que constantemente o impedem de morrer não se acanhem de querer levar um homem à loucura e à beira do suicídio. Eis uma coisa que é certa."


Para mim, ler esse livro me permitiu uma nova perspectiva. Suicídio em idosos está ultrapassando os de adolescentes em algumas partes do mundo. E a expectativa é isso continuar! E uma coisa é ler um artigo sobre isso, e outra totalmente diferente é ler uma história sobre e entrar na vida de Ove, viver o que ele vive, sentir o que ele sente.

O autor fez um trabalho incrível, porque... é um livro pequeno, mas ele sai jogando vários detalhes e personagens incríveis e não tem como não amar cada um. O melhor de todos é Ove, que é um velhinho não simpático, rabugento, que fala muito palavrão e adora rotina, mas que sempre faz o certo, sempre sai do seu caminho para ajudar os outros.


"Ele entendia de ângulos retos e instruções claras. Maquetes e plantas. Coisas que podia desenhar num papel. Ele era um homem em preto e branco.

E ela era a cor. Toda a cor dele."


Enfim, o livro é sereno, engraçado e melancólico (não exatamente triste, embora tenha seus momentos), e romântico. O amor de Ove pela esposa e as partes que fala dela são os mais lindos.


Livro participante do #DLL20, na categoria "autor não lido"

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Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos — e por seus próprios desígnios — esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo poder, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida.
William Golding | O senhor das moscas | Editora Alfaguara | 2014 | 224 p.

Não consigo pensar nesse livro separado do filme. Eu assisti o filme há um tempo para a disciplina de Psicologia Social e minha percepção da história está permeada pela discussão psicológica e política que teve.

Eu até queria fazer um filme vs livro depois, mas pelo visto isso acontecerá agora.
.
"A gente precisa de regras, e precisa obedecer as regras. Afinal, não somos selvagens. Somos ingleses; e os ingleses são os melhores do mundo em tudo. Por isso, a gente precisa fazer as coisas do jeito certo."
.
Primeiro: o livro é um pouco diferente do filme. Isso já é conhecimento público. O que levanta sempre discussões é qual dos dois se prefere.

Nessa situação específica, eu diria que gostei mais do filme. Contudo não é assim tão fácil.

Conforme o livro avança, o autor constrói um clima de mistério, terror e suspense. Enquanto que no filme essa construção é mais rápida e mais assustadora. Eu sou a favor do filme, nesse quesito.

O livro ganha na dificuldade em separar quem é do bem e quem é do mal; nele, a linha está bem difusa e muito mais real. Seres humanos não podem ser divididos nessa visão dualista e Golding mostrou isso.
.
"O problema, quando você é o chefe, é que precisa pensar, dizer a coisa certa. Aí a ocasião chega, e você precisa tomar uma decisão. Por isso é que você tinha de pensar; porque o pensamento é uma coisa valiosa, que produz resultados."
.
Livro, filme, não importa. Ambos foram ótimos e acho essa trama assustadora e inteligente. Adultos mostrando o que realmente são quando estão sozinhos? Não é tão assustador quanto ver crianças fazendo isso; elas não estão livre do mal da humanidade, afinal.

Livro participante do #DLL20, na categoria "clássico".
Livro participante da Maratona TriLit.
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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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