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Yuki Kurohime

 


Existiu uma vez um honrado fundador desta escola de cultivo Panguan. Sua reputação era ilustre, mas hoje ninguém ousava mencioná-lo. Mesmo que o fizessem, tudo o que disseram foi: “Ele teve um fim miserável”. Apenas Wen Shi ainda cumpria as regras. Todos os dias prestava homenagem ao retrato feroz e colorido do fundador, mas por isso acabou convocando um inquilino doentio. O inquilino parou diante do retrato e perguntou: “Quem desenhou isto?” Wen Shi: “Eu”. Não pergunte. Se você fizer isso, acabará se sentindo tocado.

Mu Su Li | Panguan | JJWXC | 2020 | 117 capítulos + 6 extras | 3 livros | Skoob


Antes de dizer minha opinião, bora para uma ambientação dessa webnovel chinesa. Como uma história sobrenatural e oriental, talvez alguns temas discutidos não sejam pré-reconhecidos por um ocidental. Primeiro, a fantasia chinesa tem alguns subgêneros comuns, que envolvem mitologia chinesa, artes marciais e taoísmo/daoísmo. Você pode saber mais sobre os subgnêneros Wuxia, Xianxia e Xuanhuan clicando aqui.

Essa webnovel que vos resenho é do gênero Xianxia, pois ocorre num universo onde alguns seres humanos cultivam (é como um treino espiritual), buscando imortalidade, e desenvolvem habilidades "mágicas" (numa linguagem adequada: habilidades taoístas, onde conseguem realizar rituais). Esse universo envolve tanto humanos quantos seres sobrenaturais. Em Panguan, os cultivadores são chamados de "panguan". Apesar desse termo significar "juiz do submundo", aqui os personagens não atuam como juizes nem como os lutadores que normalmente vemos na fantasia chinesa. Então, como é a história?

(Muitos parenteses para que eu inicie essa resenha, eu sei, mas vai valer a pena!)

Ao morrer, algumas pessoas estão tão apegadas a algo, que não conseguem seguir em frente e entrar no ciclo de reencarnação, ficando presas em sonhos, que aqui são chamadas de "gaiolas". Essas gaiolas funcionam tanto como uma prisão para que morreu como armadilhas para quem está vivo, capturando quem passa por perto para seu mundo (é como se fosse um rasgo no espaço-tempo). É nesse contexto que entra os Panguan. Eles agem como quebradores de gaiolas, ajudando as pessoas a seguirem em frente. Cada panguan é especializado num tipo de ritual, existindo as seguintes artes: marionetes, adivinhação.

Ok, já apresentei o gênero, o ambiente, falta agora os personagens e a trama.

O que falar dos protagonistas? O protagonista da história é Wen Shi, um panguan especializado em marionetes e discípulo direto do fundador do Panguan. Ele está preso no ciclo de reencarnação, não conseguindo reencarnar de fato, pois perdeu sua alma há muitos anos de alguma forma que ele não se lembra. Assim, cada vez que ele morre, Wen Shi (meio que) retorna novamente a vida (depois de caminhar por muitos anos para voltar a vida), o que faz a história começar nos dias modernos ao ser encontrado por um dos seus discípulos.

Nisso, a história gira em torno da busca de Wen Shi com seu discípulo Xia Qiao pelos pedaços da sua alma enquanto quebram gaiolas, relembra sua infância com seu mestre e descobrimos o que aconteceu que fez Wen Shi perder sua alma e ninguém falar o nome do seu mestre, o fundador do Panguan. Ah, e seu par romântico Xie Wen acompanha-o nisso tudo. Spoilers que eu nem lembro quando é revelado (mas acho que é logo no início): seu par romântico é ninguém menos que seu mestre.

(Finalmente, chegamos na parte que falo minha opinião)

Eu amei a história. Fiquei tão ansiosa para ler os últimos capítulos que nem esperei a tradução e fui ler em MLT (a tradução "bruta" em chinês, que é bem difícil de entender"); quando sair a tradução, vou ler, claro, porque, Deus, em MLT foi horrível e maravilhoso e olhe que eu nem entendi tudo. Você pode ler a versão traduzida (e inglesa) em Tiny Salt Translations.

Eu adoro os personagens. É, provavelmente, a primeira vez que leio uma webnovel onde o protagonista é "frio", friamente gentil, e seu par romântico é do tipo que está sempre sorrindo mesmo quando está sofrendo; a relação deles desenvolve-se de uma forma tão pacificamente, silenciosamente... é uma ternura tão grande. E não se preocupe, nada de romance enquanto o protagonista é criança. Ah, e ambos são personagens poderosos. Casal poderoso! Adoro o tropo casal poderoso *suspiro satisfeito*.

As gaiolas me lembro muito o tropo "jogo de sobrevivência" (um tropo asiático famoso que eu amo), onde você entra numa "escape room" e tem que resolver o mistério e sobreviver a ele. Tem um pouco de terror também, mas nada muito assustador. É mais... triste do que assustador, na verdade. São histórias de emocionar, porque é o que prende as pessoas no mundo, na vida, e as impede de reencarnar. Infelizmente, achei o final corrido. O "grande mal" foi resolvido de forma tão rápida que fiquei "o quê, só isso?". Eu esperava mais.

Panguan é uma história agridoce. O final foi o que chamamos (o que eu chamo) de feliz, mas, ainda sim, tive uma sensação de tristeza. Eles passaram por tanta coisa para chegarem até aqui. Acho que é a primeira vez que o final é feliz, mas terminei com essa sensação agridoce. Gostaria de mais capítulos extras sobre o futuro deles ou uma prequela narrando a relação de Wen Shi, seu mestre fundador e os outros discipulos. 


Desafio Literário Livreando 2024: de autor asiático

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Neste eletrizante thriller de ficção científica, Emika Chen é uma hacker de 18 anos com uma vida financeira difícil. Num golpe de sorte do destino, ela se torna milionária ao ser contratada pelo criador do Warcross, um jogo de realidade virtual que virou febre em todo o mundo, para evitar um ataque em massa que estaria sendo planejado contra a plataforma – e seus milhões de usuários – durante a cerimônia de encerramento de um grande campeonato. Mas a garota logo conhece o lado sombrio do sucesso, à medida que a final se aproxima e pistas ameaçadoras começam a surgir. De onde partirá o ataque ao maior fenômeno da tecnologia mundial? Imersa no universo do Warcross, Emika descobre que escolher em quem confiar pode ser o jogo mais arriscado de todos.
Marie Lu | Warcross | Warcross #01 | @editorarocco | 2018 | 320 p.


Estou em estado de choque.

Eu li a sinopse da continuação antes de ter sequer iniciado o primeiro livro. Soube spoilers que não estava preparada para saber. Mas nada me preparou para essa revelação.

Ou melhor: para as implicações e dilemas dela.

Terminei o livro e fui discutir questões éticas e morais e o que é e não certo entre escolhas impossíveis!

Marie Lu trouxe um ótimo vilão. Eu amo vilões. Imagine um vilão com ideais bons e um meio ruim enquanto você tem um herói com ideias bons e um meio ruim... hum, talvez os dois sejam violões do seu próprio jeito.

"Toda porta trancada tem uma chave. Todo problema tem uma solução."

Agora que pude desabafar sobre isso, vamos falar do resto do livro.

Achei o mundo de Marie Lu incrível e que me lembrou MUITO de Sword Art Online (um mangá/anime/novel que eu amo). Estou curiosa se ela pegou algo dele, porque tem semelhanças incríveis. Isso de realidade virtual sendo beeem real será futuro, será realidade e não distopia  daqui a pouquinho, tenho certeza.

Os personagens são cativantes e quero saber mais sobre os secundários além do que estava implícito. E quero saber mais dos protagonistas, dessa trama e, por favor, não transforme isso num cliché de triângulo amoroso e moral.

Não ouse fazer isso comigo, Marie Lu; não ouse!

E aí? Quem leu? Quem quer ler? E o que acham desses personagens que fazem você questionar sua própria moral? Eu adoro. Nada como duvidar de si e do que você faria.

Livro participante do #DLL20 na categoria "distopia".
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Aúcia, a cidade mais influente do mundo moderno, é regida pelo palácio da alvorada e tem como seu líder Alcaeste. Na data de comemoração de dez anos da abertura da Foulst, a mais importante escola de alquimia para jovens, toda a cidade se dispõe a participar do grande discurso oferecido por ele. Dentre seus cidadãos, Alla Collins, uma jovem garota que tem como sonho ser uma grande alquimista, vê na Foulst uma chance de tornar isso realidade. Porém, antes que ela pudesse trilhar esse caminho, um presente é entregue a ela. O isqueiro, que mais tarde passa a ser chamado de Ignis, começa a criar uma relação com a garota, fazendo com que a alquimia de ambos se torne uma só. Do outro lado do mundo, Luana Lavoisier, a líder da sociedade dos alquimistas prado, organiza uma busca aos cinco objetos mais poderosos da alquimia. Dentre eles está a espada de cobre, capaz de regenerar sua estrutura a partir da alquimia daquele que a impõe. Com isso, ela lidera uma caçada juntamente aos seus seguidores para encontrar cada um dos objetos perdidos através do tempo e cumprir o seu objetivo final.
Leblon Carter | O alquimista prodígio e a espada de cobre | O alquimista prodígio #1 | Palácio dos Escritores | 2019 | 293 p.


O alquimista prodígio é uma trama de fantasia, ambientada num mundo onde tudo é feito com alquimia. Para desconhecidos do tema, alquimia seria a transformação e manipulação da matéria; pense em Avatar e você chega lá.

O começo do livro foi um pouco confuso, porque o autor te joga na trama, mas não explica o mundo que construiu. Ademais, eu me vi sendo arrastada de lá para cá, de uma situação para outra, nos primeiros capítulos, e isso não me ajudou a situar-me. Demorei a entender a trama secundária.
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"O medo nunca foi a solução. Você deveria enfrentá-lo, não reprimir."
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Eu gostei da história, mas confesso que, talvez, se não tivesse numa LC, eu teria parado de ler, porque o ritmo não é do meu agrado. Talvez por isso tenham comparado a HP na discussão. Ou talvez porque tem descrições muitos detalhadas.

Tem gente que gosta, eu não sou uma delas. É o meu mal. Até escrevendo eu não sou de construir cenário, eu sou muito mais de falas, pensamentos e ações. Mas eu sei reconhecer que Leblon Carter criou o mundo dele muito bem.

A história foi muito original. Adoro isso de alquimia e é um tema tão incrível, mas não há muitos livros sobre (não conheço muitos). E o final? Eu não vi aquele final vindo, embora em retrospectiva foi óbvio. Eu sou um pouco lerda às vezes.

Livro participante do #dll20, na categoria "capa roxa".
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O livro conta as peripécias de uma menina órfã esperta, charmosa, autoconfiante e... muito desastrada. Em sua primeira aventura, Ivy se vê abandonada em Paris, sem nenhum centavo e completamente perdida. Quando uma duquesa a incumbe de entregar um colar incrível (e possivelmente amaldiçoado) a uma menina chamada Matilda, em seu aniversário de 12 anos, Ivy enxerga a chance de retornar a Londres e embarca num navio para cumprir a missão. A partir daí, a intrépida protagonista conhece uma série de personagens improváveis e se envolve em muitas confusões e mistérios, incluindo um ataque de estranhas criaturas nanicas que usam vestes de monges. Será que Ivy conseguirá entregar o colar a Matilda e, principalmente, chegar sã e salva à última página?
Caleb Krisp | Ivy Pocket e o segredo do diamante | Editora Rocco | 2017 | 336 p.
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"Já tive muitas criadas na minha longa vida, Ivy Pocket, mas até hoje nunca tinha sentido vontade de enfiar uma delas em um canhão, apontá-lo para o oceano e acender o pavio! Resumindo: eu odeio você! "
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Eu. Adorei. Esse. Livro.

Não esperava gostar tanto, embora eu devesse. Sou eu e um livro infantil, um desenho infantil, um filme infantil... O gênero infantil tem as melhores histórias, personagens e tudo!

Ivy Pocket (a personagem) é tudo de bom, a propósito. Ela tem todos os instintos de tudo que se imagine, mas é principalmente uma sem noção. Isso, sim  foi algo surpreendente. Nunca vi uma personagem tão doidinha e cativante. Eu me perguntaria como Ivy Pocket continua viva, se já não soubesse (spoileerrr).
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"É claro que cedo ou tarde acabaria esbarrando em alguma coisa simplesmente eletrizante. Ou poderia terminar como uma mendiga, sem amigos e morrendo de fome. O que seria terrivelmente inconveniente. Mas – olhando a coisa pelo lado bom – como seria maravilhosamente trágico!"
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A leitura me lembrou Desventuras em Série, sendo apenas um pouco menos mórbida e mais engraçada. As ilustrações são um pouco mórbida também. Tudo é um pouco mórbido, enfim, começando com a figura de Ivy Pocket, apesar dela ser tão cheia de energia e adorável e eu querer adotá-la.

A história é de fantasia, mistério e suspense. Como se fosse um Sherlock Holmes infantil com uma pitada de Percy Jackson; e não vamos esquecer Desventuras em Séries, não apenas com seu elemento gótico, mas também com sua obviedade.

A narrativa é uma diversão e apesar de alguns pontos serem óbvios, hilariantemente óbvios, ainda há surpresas ao longo do caminho. Mal posso esperar para ler mais sobre essa garotinha!

Livro participante do #DLL20, na categoria "letra inicial do nome", ou seja I de Izabela.
Livro participante da #maratonatrilit.
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Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos — e por seus próprios desígnios — esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo poder, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida.
William Golding | O senhor das moscas | Editora Alfaguara | 2014 | 224 p.

Não consigo pensar nesse livro separado do filme. Eu assisti o filme há um tempo para a disciplina de Psicologia Social e minha percepção da história está permeada pela discussão psicológica e política que teve.

Eu até queria fazer um filme vs livro depois, mas pelo visto isso acontecerá agora.
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"A gente precisa de regras, e precisa obedecer as regras. Afinal, não somos selvagens. Somos ingleses; e os ingleses são os melhores do mundo em tudo. Por isso, a gente precisa fazer as coisas do jeito certo."
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Primeiro: o livro é um pouco diferente do filme. Isso já é conhecimento público. O que levanta sempre discussões é qual dos dois se prefere.

Nessa situação específica, eu diria que gostei mais do filme. Contudo não é assim tão fácil.

Conforme o livro avança, o autor constrói um clima de mistério, terror e suspense. Enquanto que no filme essa construção é mais rápida e mais assustadora. Eu sou a favor do filme, nesse quesito.

O livro ganha na dificuldade em separar quem é do bem e quem é do mal; nele, a linha está bem difusa e muito mais real. Seres humanos não podem ser divididos nessa visão dualista e Golding mostrou isso.
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"O problema, quando você é o chefe, é que precisa pensar, dizer a coisa certa. Aí a ocasião chega, e você precisa tomar uma decisão. Por isso é que você tinha de pensar; porque o pensamento é uma coisa valiosa, que produz resultados."
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Livro, filme, não importa. Ambos foram ótimos e acho essa trama assustadora e inteligente. Adultos mostrando o que realmente são quando estão sozinhos? Não é tão assustador quanto ver crianças fazendo isso; elas não estão livre do mal da humanidade, afinal.

Livro participante do #DLL20, na categoria "clássico".
Livro participante da Maratona TriLit.
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Nem todo conto de fadas tem um final feliz... Como princesa do País das Maravilhas e futura Rainha de Copas, os dias de Dinah são uma monotonia sem fim. São muitos chás, tortas e uma série de humilhações causadas pelo Rei de Copas, seu pai. O momento mais esperado de seus dias é quando é visitada por Wardley, seu melhor amigo de infância, e futuro Cavaleiro de Copas - e o amor de sua vida. Quando a coroação de Dinah se aproxima, uma sequência de eventos sangrentos sugere que algo errado está acontecendo nos extravagantes salões do palácio. A princesa terá de desvendar esses mistérios antes que ela perca a cabeça para um inimigo sagaz. Personagens conhecidos como o Gato de Cheshire, o Coelho Branco e o Chapeleiro Maluco fazem parte da narrativa que encantará os leitores com uma nova perspectiva do País das Maravilhas, criado por Lewis Carroll.
Colleen Oakes | Rainha de Copas | Queen of Hearts #01 | Universo dos livros | 2014 | 216 p.

Eu esperava um livro que contasse a história da Rainha de Copas antes que Alice caísse numa toca de coelho, em como ela se transformou numa vilã que cortava as cabeças dos inimigos e mandava pintar rosas na tonalidade que queria.

Só que não foi isso que ocorreu.

"Dinah, a destemida, a futura Rainha do País das Maravilhas, a futura Rainha de Copas."

Se me perguntarem se Rainha de Copas foi um bom prequel para Alice, infelizmente, terei que dizer "não". A autora tentou vender a história desse jeito, mas não convenceu.

Oakes, na verdade, fez uma releitura do País das Maravilhas, onde os personagens tem vagas características e/ou títulos de personagens que conhecemos tão bem. Por exemplo, Rainha de Copas é Dinah e Chapeleiro Maluco é o irmão dela, mas não é um livro antecessor de Alice no País das Maravilhas.

Como um livro por si só, independente de qualquer um, a história é interessante e passa rápido, e eu fiquei me perguntando como nossa protagonista viraria uma vilã e o que cada mistério significava e o que aconteceria.

"Charles era apenas dois anos mais novo, mas em sua loucura ele praticamente não tinha idade. Ele era um gênio, um sábio, um bebê desamparado e uma criança travessa, tudo misturado num só garotinho."

Ainda quero saber o que acontecerá e lerei a continuação, mas, dessa vez, lerei ciente que não se trata de um prequel. A menos que a autora consiga transformar a história e guiá-la para um rumo totalmente diferente.

Hum, seria interessante ver isso acontecer, embora talvez não casasse com o primeiro livro.

Esperar para ver e ler.

Livro participante do #DesafiosAtNoon2020, na categoria "princesa".
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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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