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Yuki Kurohime

Aos 15 anos, Will conhece intimamente a violência. Ela está à espreita no dia a dia de seu bairro, nos avisos para que não volte tarde para casa, nos sussurros dos vizinhos sobre mais uma pessoa que foi morta. Dessa vez, os sussurros são sobre seu irmão mais velho. Shawn foi assassinado na rua onde a família mora. Contado do ponto de vista de Will, Daqui pra Baixo é uma narrativa ágil que se passa em pouco mais de um minuto — o tempo que o elevador do prédio leva para chegar ao térreo. Esse é o tempo que Will tem para descobrir se vai seguir as regras de sua comunidade ou se é possível não perpetuar o ciclo de violência. A regra número 1 é não chorar. A número 2, nunca dedurar alguém. A terceira, a crucial: se fazem algo com você ou com os seus, é preciso se vingar. A curta trajetória do elevador é ritmada pelas paradas em cada andar e por aqueles que aos poucos ocupam a cabine e os pensamentos de Will. Cada rosto tem uma história de vida e de morte. Will, em questão de segundos, vai definir a dele.
Jason Reynolds | Daqui pra baixo | Intrínseca | 2019 | 320 p.


Eu estou sem palavras.

Esse é O livro que eu procurava desde que li A bruxa não vai para fogueira neste livro, onde o início de cada secção era a continuação da antiga.

Em outras palavras,  eu queria uma história em verso.

Esse livro é uma história em verso.

" Fica quieto, cochichei pra ele.
Fica firme, cochichei pra mim
Porque chorar é quebrar
As Regras."

Eu estava um pouco receosa se a história em si, a trama, poderia ter sido contada em verso, e eu não vejo uma forma melhor do autor ter feito isso.

Ele não apenas contou a história, mas conseguiu transmitir tanto sentimento através da poesia, que eu tenho certeza que ela pode mudar o mundo.

Há uma profundidade em seus personagens, em suas ações... Há uma história que não é apenas fictícia, mas real.


"mas se o sangue dentro de você
corre dentro de outra pessoa,
você nunca vai querer
ver esse sangue correr fora deles."

Isso é o que vocês, fãs de Anne com um E, chamariam de "romance trágico", tenho certeza.

Eu estou totalmente apaixonada por essa escrita e triste; tão, tão triste, porque tudo que aconteceu no livro, acontece na vida, acontece num ciclo de "passado presente futuro eternamente", como o autor traz, e é tão, tão triste.

E o final? Eu realmente quero falar dele. Acho que nunca gostei tanto de um final aberto quanto esse, porque o futuro é uma possibilidade e não algo marcado à ferro, é algo que pode ser diferente e quebrar o círculo.

Amanhã pode ser diferente de hoje e ontem.

Livro participante do #DLL20, na categoria "personagem negro".
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Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos — e por seus próprios desígnios — esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo poder, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida.
William Golding | O senhor das moscas | Editora Alfaguara | 2014 | 224 p.

Não consigo pensar nesse livro separado do filme. Eu assisti o filme há um tempo para a disciplina de Psicologia Social e minha percepção da história está permeada pela discussão psicológica e política que teve.

Eu até queria fazer um filme vs livro depois, mas pelo visto isso acontecerá agora.
.
"A gente precisa de regras, e precisa obedecer as regras. Afinal, não somos selvagens. Somos ingleses; e os ingleses são os melhores do mundo em tudo. Por isso, a gente precisa fazer as coisas do jeito certo."
.
Primeiro: o livro é um pouco diferente do filme. Isso já é conhecimento público. O que levanta sempre discussões é qual dos dois se prefere.

Nessa situação específica, eu diria que gostei mais do filme. Contudo não é assim tão fácil.

Conforme o livro avança, o autor constrói um clima de mistério, terror e suspense. Enquanto que no filme essa construção é mais rápida e mais assustadora. Eu sou a favor do filme, nesse quesito.

O livro ganha na dificuldade em separar quem é do bem e quem é do mal; nele, a linha está bem difusa e muito mais real. Seres humanos não podem ser divididos nessa visão dualista e Golding mostrou isso.
.
"O problema, quando você é o chefe, é que precisa pensar, dizer a coisa certa. Aí a ocasião chega, e você precisa tomar uma decisão. Por isso é que você tinha de pensar; porque o pensamento é uma coisa valiosa, que produz resultados."
.
Livro, filme, não importa. Ambos foram ótimos e acho essa trama assustadora e inteligente. Adultos mostrando o que realmente são quando estão sozinhos? Não é tão assustador quanto ver crianças fazendo isso; elas não estão livre do mal da humanidade, afinal.

Livro participante do #DLL20, na categoria "clássico".
Livro participante da Maratona TriLit.
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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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