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Yuki Kurohime

Até agora, os leitores conheceram essa trama inesquecível apenas pelos olhos de Bella. No aguardado Sol da meia-noite, vamos testemunhar o nascimento desse amor pelo olhar de Edward, mergulhando em um universo novo, sombrio e surpreendente, cheio de revelações.Conhecer Bella foi o que aconteceu de mais irritante e instigante em todos os anos de Edward como vampiro. À medida que conhecemos detalhes sobre seu passado e a complexidade de seus pensamentos, conseguimos entender por que Bella se tornou o eixo central de uma batalha decisiva em sua vida. Como Edward poderia seguir seu coração se isso significava colocar a amada em perigo? Do que ele seria capaz de abrir mão?Em Sol da meia-noite, Stephenie Meyer faz um retorno triunfal ao universo de Crepúsculo e nos transporta mais uma vez para Forks, convidando-nos a revisitar cada detalhe dessa história que conquistou milhões de fãs em todo o mundo. Em meio a uma paixão cercada de perigos sobrenaturais, vamos descobrir como Edward encara seus prazeres mais profundos e as consequências devastadoras de um amor proibido e imortal.

Stephenie Meyer | O sol da meia noite | Intrinseca | 2020 | 736p.


Se eu sou uma fã de Crepúsculo? Talvez. Faz tanto tempo que li e/ou assisti a série que não lembro, sinceramente. Tem muitos pontos que me fazem pensar sobre relacionamento tóxico hoje em dia e, quando terminei a história de Sol da Meia Noire, tive a certeza disso, que o relacionamento de Edward e Bela é disfuncional, muito dependente.


Adoro histórias de romance e com elementos de fantasia e disso de humano e criatura mística, mas (e um grande MAS) não gosto disso de "não posso viver sem você".


Não gosto do modelo que passa aos jovens e ponto.


"Eu era predador. Ela era minha presa. Não havia mais nada no mundo inteiro além dessa verdade."


Demorou mais de 700 páginas para perceber isso? Talvez. Mais uma vez. Tal como Edward, eu me vi fascinada pela história e querendo completá-la, porque, dentre outras coisas, não gosto de não terminar um livro. Principalmente quando eu ja estava tão avançada na leitura. Cá entre nós, o livro poderia ser umas 350 páginas a menos.


A autora foi muito repetitiva nos lamentos e indecisão de Edward sobre matar Bella, transformá-la ou deixá-la para sempre ou qualquer que fosse a alternativa. Foi quase como ler os 4 livros de uma vez. 350 páginas a menos seria uma benção.


Ademais, em poucos momentos, ela traz informações novas. Eu me senti nas primeiras 200 páginas intrigada (que foi onde entendi porque Edward gostou de Bella, ela parecia muito interessante na perspectiva dele mesmo. Até ele conhecê-la e eu pensei "sem graça". Que protagonista principal mas sem sal e posicionamento, atitude); mais 200 páginas de tédio (repetição do que já sabiamos), acrescente 100 de "talvez isso seja interessante" (mas talvez não), mais 100 de "eu não preciso saber disso" (que perseguição detalhada) e o resto de voltamos aos lamentos.


É, assim fica fácil entender porque 350 páginas a memos seria uma maravilha.


"Por que ela teve que vir para cá? Por que teve que existir? Por que ela teve que arruinar a pouca paz que eu tinha nessa minha não vida? Por que aquela humana irritante tinha nascido? Ela me arruinaria."


"Por quase noventa anos andei entre a minha espécie e a sua... O tempo todo pensando que eu era completo sozinho, sem perceber o que procurava. E sem encontrar nada, porque você ainda não estava viva"


Confesso que acabei cedendo a tentação de ler resenhas (enquanto lia o livro) e sinto que fui influenciada por elas na minha leitura, não sei se perceberia ou não alguns pontos. Mas sem spoiler.


E, por fim, quero glorificar a minha paciência e determinação e eu consegui terminar, mãe!


Algumas informações aleatórias: fiquei na dúvida sobre que nota dá, tinha decido 3 estrelas, mas o skoob se recusou a me deixar fazer essa barbárie e só permitiu que eu desse 2,5.


Outra aleatoriedade: bem que podia ter um livro da Alice e do Jasper. 

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Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado.Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?
Beth O'Leary | Teto para dois | Intrínseca | 2019 | 400 p.


Livros que viram queridinhos do público são um perigo. É tanta mídia positiva, que a pessoa cria expectativas altas, muito altas, e nem sempre é fácil de alcançar.

Primeiro, eu comecei a ler Teto para dois e não gostei. A sinopse trazia algo (conversas por bilhetes) que não aconteceu até 1/4 do livro; até então a leitura foi lenta e as páginas lidas foram uma obrigação para a LC (mais uma LC salvadora!).

Depois de umas 100 páginas, de uma certa carta, a história teve um ponto de virada e eu comecei a devorar o livro. Foram +300 páginas que li super rápido, achando tudo divertido, emocionante e pesado.

"Lembro a mim mesmo que não posso salvar ninguém: isso está nas mãos da própria pessoa. O melhor que podemos fazer é ajudar quando elas estiverem prontas."

É uma leitura leve, sim, mas também difícil. A sinopse já traz na sinopse esse spoiler que Tiffy vivia um relacionamento abusivo e ficou fácil perceber aqueles comportamentos sutis, que talvez eu não percebesse se não soubesse de antemão.

O livro traz tantos personagens surpreendentes e cativantes. Adorei os protagonistas e os secundários e a forma como a autora escreveu uma história sem julgar, mas tentando conscientizar sobre o tema.

Com certeza, eu recomendo esse livro. Mas tenha paciência com ele em suas primeiras páginas. E, por favor, leia apenas se sentir confortável com a leitura de tais temas; você pode achar algum gatilho ao decorrer da leitura.
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Aos 15 anos, Will conhece intimamente a violência. Ela está à espreita no dia a dia de seu bairro, nos avisos para que não volte tarde para casa, nos sussurros dos vizinhos sobre mais uma pessoa que foi morta. Dessa vez, os sussurros são sobre seu irmão mais velho. Shawn foi assassinado na rua onde a família mora. Contado do ponto de vista de Will, Daqui pra Baixo é uma narrativa ágil que se passa em pouco mais de um minuto — o tempo que o elevador do prédio leva para chegar ao térreo. Esse é o tempo que Will tem para descobrir se vai seguir as regras de sua comunidade ou se é possível não perpetuar o ciclo de violência. A regra número 1 é não chorar. A número 2, nunca dedurar alguém. A terceira, a crucial: se fazem algo com você ou com os seus, é preciso se vingar. A curta trajetória do elevador é ritmada pelas paradas em cada andar e por aqueles que aos poucos ocupam a cabine e os pensamentos de Will. Cada rosto tem uma história de vida e de morte. Will, em questão de segundos, vai definir a dele.
Jason Reynolds | Daqui pra baixo | Intrínseca | 2019 | 320 p.


Eu estou sem palavras.

Esse é O livro que eu procurava desde que li A bruxa não vai para fogueira neste livro, onde o início de cada secção era a continuação da antiga.

Em outras palavras,  eu queria uma história em verso.

Esse livro é uma história em verso.

" Fica quieto, cochichei pra ele.
Fica firme, cochichei pra mim
Porque chorar é quebrar
As Regras."

Eu estava um pouco receosa se a história em si, a trama, poderia ter sido contada em verso, e eu não vejo uma forma melhor do autor ter feito isso.

Ele não apenas contou a história, mas conseguiu transmitir tanto sentimento através da poesia, que eu tenho certeza que ela pode mudar o mundo.

Há uma profundidade em seus personagens, em suas ações... Há uma história que não é apenas fictícia, mas real.


"mas se o sangue dentro de você
corre dentro de outra pessoa,
você nunca vai querer
ver esse sangue correr fora deles."

Isso é o que vocês, fãs de Anne com um E, chamariam de "romance trágico", tenho certeza.

Eu estou totalmente apaixonada por essa escrita e triste; tão, tão triste, porque tudo que aconteceu no livro, acontece na vida, acontece num ciclo de "passado presente futuro eternamente", como o autor traz, e é tão, tão triste.

E o final? Eu realmente quero falar dele. Acho que nunca gostei tanto de um final aberto quanto esse, porque o futuro é uma possibilidade e não algo marcado à ferro, é algo que pode ser diferente e quebrar o círculo.

Amanhã pode ser diferente de hoje e ontem.

Livro participante do #DLL20, na categoria "personagem negro".
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Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la. Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.
Delia Owens | Um lugar bem longe daqui | Intrinseca | 2019 | 336 p.


A história demorou um pouco para me conquistar, mas o livro conseguiu me prender ao longo do caminho. É uma história tão única, que não tem como não ser conquistada.

Quantos livros que se passa num brejo você conhece? Eu não pude acreditar que esse falava sobre nem mesmo enquanto lia; é uma singularidade apaixonante, que dá um toque especial ao livro.
.
"Até, por fim, em algum instante que passou despercebido, a dor no coração se esvair para dentro da areia como água. A dor continuou ali, mas no fundo. Kya pousou a mão na terra molhada que respirava, e o brejo virou sua mãe."
.
Contudo (claro que tem um contudo) foi muito descritivo. Talvez alguma pessoas gostem disso, mas não eu. Exceto em exceções especiais, que tenha uma narração digna de Lemony Snicket. Eu só passei um olhar rápido nessas partes, porque não me agrada; eu não preciso saber detalhadamente o cenário.

Outro ponto que é desagradável na parte um (o livro é dividido em duas partes) é a trama de assassinato. Foi desnecessária. Acredito que a autora poderia tê-la acrescentado apenas na parte 2 (parte que as coisas começam a melhorar). O toque policial começa a fazer sentido de forma literária. E não, não é spoiler; alguém morre e você sabe já nos primeiros capítulos.
.
"Eu não sabia que palavras podiam ter tanta coisa. Não sabia que uma frase podia ser tão cheia."
.
Parece até que não gostei do livro, mas é o contrário. Apesar desses 2 pontos negativos, a história foi incrível; nunca li nada igual antes. Kya é uma personagem forte e a história deixa a pessoa com uma dorzinha no coração, com um medo do que pode vim acontecer, porque tanta coisa ruim aconteceu a ela e não para de acontecer.

E o que falar do final? Eu não esperava um final feliz, não tinha como ser um final feliz, seria desconexo com o resto da história, mas... foi agridoce, foi perfeito.

Leitura coletiva de março da @abandonadoslc.
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Assim como Billy Pilgrim, o protagonista de Matadouro-Cinco, Vonnegut testemunhou como prisioneiro de guerra, em 1945, a morte de milhares de civis, a maior parte deles por queimaduras e asfixia, no bombardeio que destruiu a cidade alemã. Billy tinha sido capturado e destacado para fazer suplementos vitamínicos em um depósito de carnes subterrâneo, onde os prisioneiros se refugiaram do ataque dos Aliados. Salvo pelo trabalho, depois de ter visto toda sorte de mortes e crueldades arbitrárias e absurdas, Billy volta à vida de consumo norte-americana e relata sua pacata biografia, intercalando sua trajetória aparentemente comum com episódios fantásticos de viagens no tempo e no espaço.
Kurt Vonnegut | Matadouro Cinco | Intrínseca | 2019 | 288 p.


Uau, que história. Eu queria ler Kurt Vonnegut desde que encontrei uma referência a ele em Alex Woods contra o mundo, e quando vi essas capas novas da intrínseca eu soube que tinha chegado o momento.

No começo, eu fiquei em dúvida se era ou não uma biografia do autor, porque o mesmo foi prisioneiro de guerra, testemunhou o bombardeio em Dresden e... viajou no tempo? Certo, talvez (talvez) não essa parte não seja verdade.

"Entre as coisas que Billy não podia mudar estavam o passado, o presente e o futuro."

A narração é confusa, cheia de fragmentos, indas e vindas, conforme o personagem viaja no tempo e no espaço. É brilhante. É uma narração digna de alguém que vivenciou a guerra, que vive as consequências desta no cotidiano, nos fatos mais simplórios.

Você pode ler como ficção cientifica, com viagem no tempo, ou como uma ficção baseada em fatos, onde o personagem precisou adaptar sua realidade para viver nela. Eu já disse o quanto adorei?

"Os médicos concordaram: ele estava mesmo ficando louco. Não pensaram que tinha a ver com a guerra."

E Dresden? Vamos falar sério: quem já ouviu falar de Dresden antes? Eu não. Precisei pesquisar e ter a certeza que ocorreu mesmo ou não, se não era uma invenção que nem os Tralfamador (se eles forem invenção). E Dresden foi uma cidadã alemã bombardeada pelos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial; foi um bombardeio desnecessário, sem razões estratégicas, contando com mais morte do que em Hiroshima. Mas por que ela não é lembrada? Porque não foi uma bomba, não foi um ataque "surpreendente"; foi um ataque convencional.

Livro participante do #dll20 na categoria "século passado".
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Sinopse: O livro dentro dos livros, Contos peculiares é a coletânea de contos e fábulas citada ao longo da série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares — o livro com as histórias que os jovens peculiares escutam sua protetora contar e recontar. Um menino que vira gafanhoto e foge com um grupo de gansos; uma princesa com língua de cobra à procura de um príncipe com quem se casar; canibais ricos que comem braços e pernas de peculiares que têm o dom de se regenerar são alguns dos personagens dessas narrativas que há séculos povoam o imaginário dos peculiares, oferecendo não apenas valiosas lições, mas também pistas para informações secretas, como a localização exata de certas fendas temporais, por exemplo. Compilado por Millard Nullings, o menino invisível acolhido no lar da srta. Peregrine, o livro inclui surpreendentes comentários e notas, além de um desfecho alternativo para a tocante história do gigante Cuthbert, já conhecida dos leitores da série. Inusitado, surpreendente e divertido, Contos peculiares é ao mesmo tempo um delicioso complemento e uma porta de entrada para o rico universo criado por Ransom Riggs; um verdadeiro presente para quem não resiste à magia das boas histórias. (Skoob)
RIGGS, Ransom. Contos Peculiares. Intrínseca, 2016. 208 p.

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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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