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Yuki Kurohime

Sinopse: Gentle Control era um romance urbano de danmei marcado com 'amor sádico' e 'coerção'. O shou protagonista, Xie Sui, era um orgulhoso filho do céu. Ele tinha uma origem familiar ilustre, era frio e afastado dos desejos e atraiu muitos admiradores (psicopatas). Do gentil veterano ao presidente paranóico, ao arrogante e orgulhoso arquiinimigo, esses marmanjos eram todos os principais líderes de seus respectivos campos, mas todos eram loucos por ele. Depois de empurrá-lo por uma série de caminhos abusivos mental e fisicamente, os três decidiram dar as mãos para destruir a Família Xie, aprisionar Xie Sui, esmagar seu orgulho e transformá-lo em um animal de estimação que só poderia contar com eles. Enquanto a multidão de leitores gritava “Wuwuwu, os sentimentos...”, Song Yu já estava com tanta raiva que estava enlouquecendo. Não querendo ler mais desse romance terrivelmente ruim, ele amaldiçoou: “Idiotas”. e ficou offline. Como resultado, quando acordou, ele transmigrou. Ele transmigrou para se tornar o terceiro jovem mestre da família Song no romance, que foi mencionado apenas brevemente de passagem, morreria de uma doença terminal e era amigo de infância de Xie Sui. Song Yu ficou terrivelmente chateado. Ao mesmo tempo, ele já havia tomado uma decisão em seu coração – aqueles três idiotas, é melhor não pensarem em querer se aproximar de seu amigo de infância! Xie Sui nasceu com o coração frio. Em duas vidas, ele nunca provou a doçura do amor, nem experimentou a sensação de estar protegido. Depois de destruir três grandes famílias e matar pessoalmente seus inimigos, ele renasceu aos 15 anos. Ele teve que esconder a violência e a frieza em seu coração e fingir ser o jovem com uma aparência gentil e limpa que era no passado. Tudo estava igual a antes, exceto que o amigo de infância que não passava de uma vaga lembrança de sua vida anterior estava excepcionalmente diferente desta vez. Como a brisa primaveril que descongelou o solo congelado, alguém alcançou o abismo e agarrou sua mão manchada de sangue. Song Yu rasgou uma carta de confissão de amor como se estivesse desabafando e furioso: “Não preste atenção nessas pessoas, não acredite em suas palavras doces. Eles são todos escória e seu amor não vale nada. Não gosto deles, ok? Xie Sui olhou para ele por um longo tempo e depois riu: “Tudo bem, eu não gosto deles”. Eu só gosto de você.

This Concubine Is In Shanyang | Transmigrating Into The Heartthrob’s Cannon Fodder Childhood Friend | JJWXC | 2019 | 105 capítulos + 1 extra | Skoob 


Transmigação é um tropo comum em histórias chinesas. Você encontra também em animes isekais, onde o protagonista morre e reencarna em outro mundo. É isso que acontece aqui, onde Song Yu estava lendo uma história que o irritou muito, onde o protagonista do livro sofreu de todas as formas durante toda a sua vida. De alguma forma, o amigo de infância do protagonista tinha o seu nome e ele acabou desistindo do livro para acordar depois dentro do livro, como o amigo de infância. Song Yu, então, decide proteger Xie Sui, só que... Xie Sui lembra-se do seu passado e não é mais a pessoa inocente que foi na sua adolescência.

Eu sei, esse enredo parece até que Xie Sui vai ser de alguma forma "malvado", mas não é o caso. Song Yu decidiu fazer com que Xie Sui tivesse uma vida escolar típica e não todos aqueles sofrimentos de sua vida passada, e Xie Sui decidiu seguir o roteiro escolar de Song Yu enquanto realiza seus próprios planos contra os vilões da sua vida anterior. É fofo. E engraçado. Vai ter muitas situações engraçadas. Adoro como Song Yu resolve a maioria das coisas sacando seu celular e fazendo uma ligação.

“Então, aos seus olhos, sou o tipo de jovem selvagem que só sabe lutar?"

Xie Sui estava ficando viciado em provocá-lo. Ele baixou os olhos, seus lábios se curvando em um sorriso: "Não, você também sabe fazer ligações."

Já disse que é uma história fofa? A maioria dos romances que li esse mês foi fofo e essa é um delas. A história foca na relação entre os persoangens e na construção e desenvolvimento do relacionamento entre eles. A história teve muitas camadas que gostei. Nerd X Valentão? Ser um ship para toda a escola? Romance de *vida passada*? Par romântico que é paciente e respeitoso, que não tenta manipular você para ter um relacionamento? Casal que realmente conversa e conta seus segredos?

Adoro esses romances "atualizados", que não se prendem aos antigos problemas clichês que me irritam. Mas o final, o final! Foi uma mistura de apressado e de "não sei o que fazer, deixe eu enrolar um pouquinho aqui". Fiquei tão atordoada quando chegou ao final, porque a história estava indo para um lado e depois foi para o outro, e no outro lado pularam o penhasco para chegar ao fundo num só pulo. Não gostei do final.

Que tipo de método pode haver ao perseguir alguém? Apenas seja bom com eles, não é suficiente? Ter sucesso ou não é outra coisa, mas o básico tem que estar presente. Não que ele gostasse de Song Yu porque Song Yu era bom para ele. Foi porque gostou de Song Yu que ele permitiu essa “bondade”.Talvez pudesse ser considerado amor à primeira vista.

Mas isso não significa que a história como um todo não foi boa. Eu definitivamente gostei dela. Só o finalzinho que foi decepcionante. Mas o fato do finalzinho não ser bom não transforma todo o resto em algo péssimo. Temos que valorizar finais ruins para valorizar os bons!

Desafio Literário Livreando 2024: sobre recomeço de vida

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 Um romance de círculo de entretenimento muito fofo sobre um fudanshi shou x gongo fechado.

I ship my adversary X me | Pepa | Chang Pei | 2018 | 47 capítulos + 1 extra | Skoob


Depois de ler Thinking deer Fei Fei, eu precisava de mais um romance engraçado e fofo, e foi assim que cheguei em I ship my adversary X me. Se você gostou de um, você vai gostar do outro. Apesar de ter ambiente (círculo de entretenimento) e gêneros (romance, comédia e fofice) iguais, esses dois webnovels tem suas particularidades. Ah, mas são igualmente adoráveis!

Em I ship my adversary X me, Wei Ge e Gu Yillang são atores, mas enquanto um é um ator em ascenção, o outro é um desastre em atuação e como ele é um ator?! Nada que o poder do dinheiro (e beleza) não possa resolver! É por isso que ele tem um daddy sugar... ou é isso que Gu Yillang pensa, o que, de alguma forma, faz com que eles se envolvam num mal entendido e acabem num relacionamento daddy-baby sugar.

Espera, espera... vamos voltar um pouco antes. Primeiro, a história começa com outro mal entendido, onde os fãs deles pensam que eles se odeiam e analisam cada pequena interação de ódio entre eles. Claro, há também alguns shippers que acham que ele são incrivelmente apaixonados e tudo é uma declaração de amor super óbvia. Wei Ge, com sua incrível sorte, acaba encontrando seu próprio navio e vira um shipper, porque... como ele não percebeu antes como suas interações eram amorosas e estão incrivelmente apaixonados?!

Por favor, diga, quando toda a Internet se entrega a brigas sobre a inimizade e o ódio inexistentes entre você e seu adversário, o que significa quando uma minoria deles persevera em acreditar no romance e no amor que era completamente inexistente entre você e seu adversário? adversário? O que exatamente isso significa?

Esta foi uma declaração de justiça e amor! Isso significava que apenas bondade e beleza existiam em seus corações!

Contanto que todos dedicassem um pouco de amor, o mundo se transformaria em um lugar maravilhoso!

O par romântico do protagonista também não fica para trás. A história é principalmente contada por Wei Ge, mas o calado Gu Yillang tem seus momentos, onde sua linha de pensamento fora da linha é mostrada para nós por meio de seu icônico diário. Ah, Gu Yillang só você para achar que está "comprando" um baby sugar (cof e sem perceber, acabar sendo aquele que é mantido) e sair no meio de conversas para colocar tudo para fora em seu diário.

Fofura? Confere. Personagens com pensamentos fora do comum? Confere. Mal entendidos que só te fazem rir e que a conclusão é do tipo "simmm". Eles são adultos, caramba. Conversem, pensem, racionalizem... A quantidades de mal entendidos que fazem os personagens entrarem em crises de "ele não me ama, nunca me amou".... eu estaria rica com quantos livros com esse tropo existem.

Desafio Literário Livreando 2024: com 18 a 23 letras no título

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Apertem os cintos e preparem-se para acompanhar o ritmo acelerado – a mais doce história de amor dentro do círculo do entretenimento. A história do bambi com 1,95m de altura e do antílope tibetano de pernas longas com 1,85m de altura. Fei Chang nunca pensou que seu segredo seria conhecido por todos da noite para o dia. Se ao menos sua história sombria de responder ao professor do ensino fundamental viesse à tona assim que ele fez sua estreia… O problema é que ele ainda nem havia feito sua estreia. Que palavra deve ser usada para descrever Chen Yueyang? Beleza extraordinária, perfeito, sexy e autoritário. Só porque Chen Yue Yang olhou para Fei Chang no meio da multidão, naquela mesma noite Fei Chang correu para verificar quantos países no mundo permitiam o casamento gay. Fei Chang não é gay. Mas ele tinha que estar preparado. Caso seu ídolo lhe propusesse casamento, ele deveria chorar e dizer “sim, eu aceito”, e ele deveria chorar lindamente.

Mo Li | Thinking of deer Fei Fei | JJWXC | 2018 | 230 páginas | Skoob


Eu amoooo essa história. Tão fofa e engraçada! Se a sinopse já me fez rir, imagine a história em si. É uma pequena história de comédia, romance e mundo do entreternimento. Provavelmente, essa é a primeira vez que li um romance com ídolos (ou, ao menos, que os dois fossem, me lembro vagamente de um ou outro onde um era), mas, ainda sim, me surpreendi com algumas informações do mundo artistíco e olha que Manu Gavassi lançou aquele vídeo e uma das críticas era justamente sobre "tipo" que o artista iria usar.

É um romance curto, que foca mais nos personagens do que alguma grande trama por trás. A úncia trama fora apaixonar-se (e isso envolve muito flerte) é como Chen Yue Yang (ídolo de sucesso) leva o fofo (e fanboy!) Fei Fei sob suas asas e ajuda-o a, finalmente, debutar. Já disse que é uma história fofa? Porque é.

-Você perguntou sobre a sexualidade dele?

-Ele é seu fanboy.

-Então?

-Existe homens heterossexuais entre seus fãs?

Fei Fei tem 1,95m e uma forte imagem fria, mas, na verdade, ele é um bambi fofo, inocente e de coração puro. E gay. Sinto lhe dizer Fei Fei, mas você é gay, muito gay; não quero estragar a surpresa, mas esteja avisado que essa cena que tem na sinopse é muito mais engraçada ao ler, tem muitas surpresas guardadas para você.

Chen Yue Yang é... Primeiro, romances chineses tem muitos pares românticos agressivos em contraste com o protagonista puro e inocente. Mas não é assim, não aqui. Sim, Fei Fei é esse tipo de protagonista, mas Chen Yue Yang é um par fofo do seu jeito. Ele é um galã, inteligente, poderoso, amoroso e com um alto QE (inteligência emocional).

Cara, por que é tão difícil encontrar casais fofos desse tipo e com QE? Sei que é difícil desenvolver uma trama romântica com personagens com alto QE, mas seria tão bom *olhinhos brilhando de lágrimas*

Desafio Literário Livreando 2024: com história narrada por mais de uma pessoa

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Em uma sociedade em constante estado de guerra contra outros países e contra os inimigos do sistema, cada cidadão deve viver sob a permanente vigilância das teletelas. Qualquer sinal de comportamento ou pensamento desviante da ideologia do Grande Irmão é severamente punido pela Polícia do Pensamento. Funcionário do Ministério da Verdade, responsável por reescrever notícias e registros históricos, Winston Smith atua alterando o passado e, assim, o presente. Treinado para obedecer e calar, ele começa, no entanto, a questionar essa realidade. Seus atos de rebeldia contra o sistema, como ousar manter um caderno subversivo, parecem mínimos, até que ele se depara com a oportunidade de fazer algo maior e colocar sua vida em risco por uma sonhada mudança.

George Orwell | 1984 | Ciranda Cultural | 2021 | 336 páginas | Skoob


Finalmente, terminei de ler 1984 depois de umas 3 tentativas e que livro, meus camaradas, que livro.

Indico e indicarei para todos. Deveria ser uma leitura obrigatória no ensino médio, apesar de, sim, adolescentes não teriam paciência para ele. Eu não teria. Quase não tive. Mas deveria ser discutido em salas de aulas, adaptado de alguma forma mais interessante para os jovens, ser conhecido para que alguém (alguém!) se interessasse e leia-o mais tarde. Mas, como o livro mostra, quem está no poder não quer que as pessoas "pensem", então não, sem consciência de classe, sem revolução, vamos continuar com essa falsa democracia.

(...) uma sociedade hierarquizada só era possível com base em pobreza e ignorância.

1984 é um livro lento, todo lento... não espere um começo devagar e uma ascenção crescente de "ai, meu Deus!!". Mantenha suas expectativas baixas, porque não haverá nenhum conflito grande (ao menos para mim), que te manterá preso até você terminar não apenas o capítulo, mas o livro inteiro. Sinceramente, não me importei com o protagonista ou com nenhum outro personagem, a propósito. Bem, talvez, eu tenha me importando um pouco com Goldstein, lider da oposição e inimigo do Grande Irmão, antes de... bem, você saberá.

Mas, o que realmente me prendeu a atenção, que me fez insistir e continuar a ler essa história, foi o mundo construído. Primeiro, que as descrições da tecnologia são (atualmente) suficientemente ambíguas para que ainda seja atual, atemporal. Teletelas? Sei que o autor quis fazer referências à televisões, mas bem que poderia ser os computadores, celulares... Eu sei e você sabe que eles estão de olhos na gente, no que dissemos e fazemos, principalmente online. Segundo, o sistema político é de assustar, especialmente porque não posso dizer que é apenas fictício. 

Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força. 

Manipulação das mídias? Confere. Idolatração política? Hum, hum, sempre vejo isso em tempo real. Diminuir a capacidade de pensar dos cidadões? Alô, escola e redes sociais, essa é para vocês. Tem muitas outras críticas e alertas e só lendo para se maravilhar também. Ou colocar em prática o duplopensar, onde ao mesmo tempo que concordamos com o que é escrito, ainda acreditamos no contrário. Uma palavra "mais fácil" para traduzir esse conceito seria "hipocrisia", mas, ei, seria muito simplório.

Só tenho a recomendar e alertar que talvez esse livro não seja para você, não parece ser para você, mas ele é. Ele é para todos. Talvez a esperança esteja nos proletas.


Desafio Literário Livreando 2024: de um autor que não lê faz tempo

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Existiu uma vez um honrado fundador desta escola de cultivo Panguan. Sua reputação era ilustre, mas hoje ninguém ousava mencioná-lo. Mesmo que o fizessem, tudo o que disseram foi: “Ele teve um fim miserável”. Apenas Wen Shi ainda cumpria as regras. Todos os dias prestava homenagem ao retrato feroz e colorido do fundador, mas por isso acabou convocando um inquilino doentio. O inquilino parou diante do retrato e perguntou: “Quem desenhou isto?” Wen Shi: “Eu”. Não pergunte. Se você fizer isso, acabará se sentindo tocado.

Mu Su Li | Panguan | JJWXC | 2020 | 117 capítulos + 6 extras | 3 livros | Skoob


Antes de dizer minha opinião, bora para uma ambientação dessa webnovel chinesa. Como uma história sobrenatural e oriental, talvez alguns temas discutidos não sejam pré-reconhecidos por um ocidental. Primeiro, a fantasia chinesa tem alguns subgêneros comuns, que envolvem mitologia chinesa, artes marciais e taoísmo/daoísmo. Você pode saber mais sobre os subgnêneros Wuxia, Xianxia e Xuanhuan clicando aqui.

Essa webnovel que vos resenho é do gênero Xianxia, pois ocorre num universo onde alguns seres humanos cultivam (é como um treino espiritual), buscando imortalidade, e desenvolvem habilidades "mágicas" (numa linguagem adequada: habilidades taoístas, onde conseguem realizar rituais). Esse universo envolve tanto humanos quantos seres sobrenaturais. Em Panguan, os cultivadores são chamados de "panguan". Apesar desse termo significar "juiz do submundo", aqui os personagens não atuam como juizes nem como os lutadores que normalmente vemos na fantasia chinesa. Então, como é a história?

(Muitos parenteses para que eu inicie essa resenha, eu sei, mas vai valer a pena!)

Ao morrer, algumas pessoas estão tão apegadas a algo, que não conseguem seguir em frente e entrar no ciclo de reencarnação, ficando presas em sonhos, que aqui são chamadas de "gaiolas". Essas gaiolas funcionam tanto como uma prisão para que morreu como armadilhas para quem está vivo, capturando quem passa por perto para seu mundo (é como se fosse um rasgo no espaço-tempo). É nesse contexto que entra os Panguan. Eles agem como quebradores de gaiolas, ajudando as pessoas a seguirem em frente. Cada panguan é especializado num tipo de ritual, existindo as seguintes artes: marionetes, adivinhação.

Ok, já apresentei o gênero, o ambiente, falta agora os personagens e a trama.

O que falar dos protagonistas? O protagonista da história é Wen Shi, um panguan especializado em marionetes e discípulo direto do fundador do Panguan. Ele está preso no ciclo de reencarnação, não conseguindo reencarnar de fato, pois perdeu sua alma há muitos anos de alguma forma que ele não se lembra. Assim, cada vez que ele morre, Wen Shi (meio que) retorna novamente a vida (depois de caminhar por muitos anos para voltar a vida), o que faz a história começar nos dias modernos ao ser encontrado por um dos seus discípulos.

Nisso, a história gira em torno da busca de Wen Shi com seu discípulo Xia Qiao pelos pedaços da sua alma enquanto quebram gaiolas, relembra sua infância com seu mestre e descobrimos o que aconteceu que fez Wen Shi perder sua alma e ninguém falar o nome do seu mestre, o fundador do Panguan. Ah, e seu par romântico Xie Wen acompanha-o nisso tudo. Spoilers que eu nem lembro quando é revelado (mas acho que é logo no início): seu par romântico é ninguém menos que seu mestre.

(Finalmente, chegamos na parte que falo minha opinião)

Eu amei a história. Fiquei tão ansiosa para ler os últimos capítulos que nem esperei a tradução e fui ler em MLT (a tradução "bruta" em chinês, que é bem difícil de entender"); quando sair a tradução, vou ler, claro, porque, Deus, em MLT foi horrível e maravilhoso e olhe que eu nem entendi tudo. Você pode ler a versão traduzida (e inglesa) em Tiny Salt Translations.

Eu adoro os personagens. É, provavelmente, a primeira vez que leio uma webnovel onde o protagonista é "frio", friamente gentil, e seu par romântico é do tipo que está sempre sorrindo mesmo quando está sofrendo; a relação deles desenvolve-se de uma forma tão pacificamente, silenciosamente... é uma ternura tão grande. E não se preocupe, nada de romance enquanto o protagonista é criança. Ah, e ambos são personagens poderosos. Casal poderoso! Adoro o tropo casal poderoso *suspiro satisfeito*.

As gaiolas me lembro muito o tropo "jogo de sobrevivência" (um tropo asiático famoso que eu amo), onde você entra numa "escape room" e tem que resolver o mistério e sobreviver a ele. Tem um pouco de terror também, mas nada muito assustador. É mais... triste do que assustador, na verdade. São histórias de emocionar, porque é o que prende as pessoas no mundo, na vida, e as impede de reencarnar. Infelizmente, achei o final corrido. O "grande mal" foi resolvido de forma tão rápida que fiquei "o quê, só isso?". Eu esperava mais.

Panguan é uma história agridoce. O final foi o que chamamos (o que eu chamo) de feliz, mas, ainda sim, tive uma sensação de tristeza. Eles passaram por tanta coisa para chegarem até aqui. Acho que é a primeira vez que o final é feliz, mas terminei com essa sensação agridoce. Gostaria de mais capítulos extras sobre o futuro deles ou uma prequela narrando a relação de Wen Shi, seu mestre fundador e os outros discipulos. 


Desafio Literário Livreando 2024: de autor asiático

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Como leio muitas histórias orientais e isso significa que haverá MUITAS RESENHAS, então, bora para uma ambientação da fantasia chinesa, porque alguns temas discutidos não são pré-reconhecidos por um ocidental. Primeiro, a fantasia chinesa tem alguns subgêneros comuns, que envolvem a mitologia chinesa, artes marciais e religião taoísta/daoísta.

Os subgêneros são Wunxia, Xianxia e Xuanhuan.


Wuxia

Wuxia significa "heróis marciais". Nela, os seres humanos desenvolvem habilidades de lutas após treinamento intenso nas artes marciais e cultivação de energia interna. Os temas descritos são "mundanos", abrangendo a sociedade marcial. Envolve apenas a participação de humanos. 


 Xianxia

Xianxia significa "heróis imortais". Nela, os seres humanos são cultivadores que buscam imortalidade e poder e possuem habilidades "mágicas". Os temas descritos são sobre imortalidade e ascensão imortal. Existe um mundo sobrenatural que envolve humanos, fantasmas, imortais, demônios... Aborda o taoísmo.


Xuanhuan

Xuanhuan signfiica "fantasia misteriosa". É uma mistura da mitologia chinesa mais elementos estrageiro. Engloba tanto elementos do Xianxia (sendo considerando uma continuação deste) quanto deuses e pós-ascensão.


Atenção

Para diferenciar do Xianxia, é preciso prestar atenção na presença de elementos taoístas/daoístas, como (yin e yang, ancestrais, rituais de adivinhação e outros). Se tem taoísmo, é Xianxia. Se não tem, é Xuanhuan. 

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A última vez que participei do Desafio Literário Livreando foi em 2020. Faz 84 anos... Essa será minha terceira vez no DLL. Participei em 2017 e 2020 e esses foram os melhores anos de leitura. Se foi por causa do desafio? Com toda certeza. Ou, ao menos, os anos que mais li "livros ocidentais", porque leio muito livros orientais da classe "webnovels".

Estou trabalhando na minha rigidez cognitiva que webnovels não são livros. Me sinto aqueles leitores chatos que dizem que autores de fanfic não são autores. Credo, que horror! Esperem muitas resenhas de webnovels esse ano.


60 temas do desafio

- com história narrada por mulher

- encalhado

- HQ, graphic novel ou mangá

- de suspense

- de autor africano

- de autor falecido

- com história narrada por mais de uma pessoa - Thinking of deer Fei Fei (Mo Li)

- de fantasia

- recomendado por um amigo

- policial/investigativo

- com menos de 100 páginas

- biografia

- com 18 a 23 letras no título - I ship my adversary X me (Pepa)

- com a capa mais bonita da estante

- com livros na capa

- LGBTQIA+ - 

- infantil

- jovem adulto

- com personagem com poderes mágicos

- de terror

- de capa vermelha

- de autor asiático - Panguan (Mu Su Li)

- sobre esportes

- com nome de cidade/estado/país/região no título

- de um autor que não lê faz tempo - 1984 (George Orwell)

- com representatividade PCD

- com mapas

- relacionado à música

- do gênero romance de época

- parado há mais de um ano

- que os capítulos tenham títulos

- de autora indiana

- de capa branca

- com animal como protagonista

- que seja o mais caro da estante

- adaptado de 2022 pra cá

- de romance hot

- de lista literária

- que quer ler há mais de dois anos

- sobre recomeço de vida: Transmigrating Into The Heartthrob’s Cannon Fodder Childhood Friend (This Concubine Is In Shanyang)

- com serial killer

- que tenha prefácio

- com vampiros

- polêmico

- que começou e não terminou

- comprado em feiras de livro

- autografado

- com ou sobre inteligência artificial

- recomendado por booktok/booktuber

- com história que se passe em um universo alternativo

- de contos (antologia)

- lançado em 2024

- digital (e-book)

- sobre o natal

- calhamaço (com 450 páginas ou mais)

- de capa da sua cor favorita

- vencedor de prêmio literário

- que se passe em um lugar que quer visitar

- nacional

- com protagonismo negro

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Em uma sociedade onde jovens recebem uma visão de seu futuro quando completam 17 anos, todos têm uma carreira a qual dedicar seus esforços. Um campeão de natação, um renomado cientista, um chef de sucesso... ou, no caso de Callie, uma assassina. Em sua visão, a garota se vê matando a própria irmã. Antes que ela possa entender o que aconteceu, Callie é presa – e a única pessoa capaz de ajudá-la é Logan, uma paixonite de infância com quem não fala há cinco anos. Agora, Callie precisa descobrir uma forma de proteger sua irmã da pior das ameaças: ela mesma.

Pintip Dunn | Esqueça o amanhã | Esqueça o amanhã #01 | Galera | 2017 | 384p.


A premissa de Esqueça o amanhã me deixou intrigada e curiosa, porque ter memórias do futuro e construir sua vida baseada nisso? Eu estava com altas expectativas, mas,  infelizmente, quando as expectativas são altas, a queda é maior ainda...

O que me deixou mais insatisfeita foi que a autora se perdeu na viagem do tempo, no paradoxo temporal. Eu li e me senti... irritada. Porque as respostas são óbvias, mas ninguém chegava nelas, e eu estava já me perguntando se a resposta não seria outra, mas, não, eu estava certa e a autora precisava ter desenvolvido isso melhor.

(Viagens no tempo más desenvolvidas sempre me deixam irritada.)

Outra coisa que poderia ter sido melhor feita são os personagens. Eles ficaram muito rasos e contraditórios. A protagonista é um ótimo exemplo, dizendo "não posso ficar com você", mas vai lá e fica; diz "vá, é melhor", mas também "não me deixe, eu te amo". É totalmente irritante. E o par romântico dela? Faltou profundidade, era como se só existisse uma palavra para descrevê-lo e essa fosse perfeito.

Mas o livro não é tão ruim quanto parece estar soando. Se fosse, eu não teria finalizado-o. Ou com desejo de ler a continuação. Estou realmente curiosa para entender melhor como funciona a memória do futuro, mas, droga, é uma trilogia, o que significa que segundo livro é enrolação. (É por isso que amo duologias.)

Livro participante do #DLL20 na categoria "capa verde".

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Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse.Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, este livro vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. 

Douglas Adams | O Guia do Mochileiro das Galáxias | O Guia do Mochileiro das Galáxias #01 | Sextante | 204 | 208p.


Sabe um livro que você ler do começo ao fim com alegria, com um sorriso de satisfação e diversão no rosto? Foi esse aqui. Finalmente, pude entender porque essa série é um clássico, porque o enredo, a narração, os acontecimentos... isso que é um livro!

Em O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adam usa e abusa da realidade para tirar sarro do que achamos que é normal (e é), mas também é absurdo, numa trama de ficção científica que aborda, dentre outras coisas, o sentido da vida, contando para isso com a destruição iminente da Terra numa quinta feira, uma carona clandestina, burocracia e mais burocracia, um robô de personalidade humana-depressiva, e improbabilidade mais do que improváveis que se tornam prováveis.

Ah, e não vamos esquecer que finalmente descobrimos porque (por quem) a Terra foi criada... ou talvez não. 

E nossa, que combinação mais que perfeita.

O enredo é do tipo sem sentido que tem todo o sentido, ainda mais quando se viaja numa nave de improbabilidade ao quadrado, que torna tudo provável. E a narração sem sentido, que debocha do sem sentido... faz a pessoa devorar o livro e querer a continuação para ontem.

E o que falar dos personagens? Marvim, o robô anteriormente citado, é o ponto alto, sem dúvida. Meu segundo preferido foi Zaphod Beeblebrox, porque tem aquela pegada anti-herói que amo e que é ao mesmo tempo (e alternadamente) muito inteligente e um idiota.

Mas o que torna a história inesquecível é a crítica contra a sociedade de uma forma leve, sarcástica e astuta. E que venha O Restaurante no fim do Universo!

Livro participante do #DLL20 na categoria "que você ganhou".

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No primeiro livro da série protagonizada pela jovem Charlotte, descobrimos que o talento para solucionar crimes corre no sangue da família Holmes. Com apenas 10 anos, a mais nova descendente do detetive ajudou a polícia a recuperar diamantes que valiam três milhões de libras. Agora, no ensino médio, a capacidade analítica da jovem é posta mais uma vez à prova quando um estudante da escola que ela frequenta nos Estados Unidos aparece morto sob circunstâncias intrigantes, aparentemente inspiradas em uma das histórias mais aterrorizantes de Sherlock Holmes. Os principais suspeitos do crime? Charlotte Holmes e Jamie Watson. Sim, esse mesmo, o tataraneto do fiel amigo do detetive inglês. Como Sherlock, Charlotte toca violino, é ótima em assumir diferentes disfarces, conduz experimentos forenses e tem uma fraqueza por opiáceos. Apesar de também ter herdado a audácia e petulância do tataravô, Charlotte tem seus próprios mistérios. Já Jamie sempre foi intrigado pela moça, mas, apesar do histórico familiar, os dois só se conhecem poucos dias antes do crime. Juntos, eles terão que provar que não são os culpados e, para isso, precisam agir como detetives.

Brittany Cavallaro | Um estudo em Charlotte | Rocco | 2019 | 384p.



Novembro foi um mês literário difícil para mim, tanto porque eu estava viciada nos doramas quanto porque meu gênero da vez era mais na linha leve e divertido e romântico e eu não estava lendo nada disso.


Embora Um estudo em Charlotte soube dosar tudo bem e me fazer devorar o livro, porque ele é um mistério, mas um mistério leve, divertido e um pouco romântico sem ser exagerado.


Primeiramente, eu gostei dos personagens. A autora trouxe as características clássicas de Sherlock e John em seus sucessores: Charlotte é uma Holmes e temos a inteligência, o violino, o vício pelas drogas... e um pouco de vulnerabilidade emocional, o que faz com que possamos nos conectar a ela; e Jamie Watson é um escritor e tem aquela crença relativamente inabalável como só Watson's têm em quem é um Holmes, e aquele desejo por crimes e mistérios.


São os personagens originais que conhecemos numa roupagem mais teens (e com Holmes sendo uma garota para que as pessoas convencionais possam shippá-los sem peso na consciência, vamos ser sinceros).


O mistério também tem em sua essência Um estudo em vermelho (escrito por Sir Arthur Conan Doyle) e vários outras referências às aventuras de Sherlock e Watson, conseguindo ser uma leitura juvenil sem soar cansativo. E o mistério realmente me surpreendeu, não conseguir adivinhar quem era o culpado e a motivação pr trás até os últimos momentos.


Infelizmente, eu vi alguns pontos problemáticos na narrativa, principalmente pela maneira como a autora aborda, ao considerar a história de um jeito crítico, como o uso de drogas sem críticas (é um livro juvenil, então isso vai ser algo muito impressionável aos leitores), como o fato de Watson ter problemas de raiva e que num momento se forçou a Holmes (mas ele é amigo dela, não quera fazê-la mal... ainda é errado!). Espero que tais pontos sejam melhores abordados na continuação.


De modo geral, eu gostei da história, mas não estou dando 5 estrelas, porque... ficou faltando algo. Uma dose de algo que não sei nomear, mas com certeza é uma leitura que eu faria de novo e que irei ler a continuação.

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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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