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Yuki Kurohime

Em uma sociedade onde jovens recebem uma visão de seu futuro quando completam 17 anos, todos têm uma carreira a qual dedicar seus esforços. Um campeão de natação, um renomado cientista, um chef de sucesso... ou, no caso de Callie, uma assassina. Em sua visão, a garota se vê matando a própria irmã. Antes que ela possa entender o que aconteceu, Callie é presa – e a única pessoa capaz de ajudá-la é Logan, uma paixonite de infância com quem não fala há cinco anos. Agora, Callie precisa descobrir uma forma de proteger sua irmã da pior das ameaças: ela mesma.

Pintip Dunn | Esqueça o amanhã | Esqueça o amanhã #01 | Galera | 2017 | 384p.


A premissa de Esqueça o amanhã me deixou intrigada e curiosa, porque ter memórias do futuro e construir sua vida baseada nisso? Eu estava com altas expectativas, mas,  infelizmente, quando as expectativas são altas, a queda é maior ainda...

O que me deixou mais insatisfeita foi que a autora se perdeu na viagem do tempo, no paradoxo temporal. Eu li e me senti... irritada. Porque as respostas são óbvias, mas ninguém chegava nelas, e eu estava já me perguntando se a resposta não seria outra, mas, não, eu estava certa e a autora precisava ter desenvolvido isso melhor.

(Viagens no tempo más desenvolvidas sempre me deixam irritada.)

Outra coisa que poderia ter sido melhor feita são os personagens. Eles ficaram muito rasos e contraditórios. A protagonista é um ótimo exemplo, dizendo "não posso ficar com você", mas vai lá e fica; diz "vá, é melhor", mas também "não me deixe, eu te amo". É totalmente irritante. E o par romântico dela? Faltou profundidade, era como se só existisse uma palavra para descrevê-lo e essa fosse perfeito.

Mas o livro não é tão ruim quanto parece estar soando. Se fosse, eu não teria finalizado-o. Ou com desejo de ler a continuação. Estou realmente curiosa para entender melhor como funciona a memória do futuro, mas, droga, é uma trilogia, o que significa que segundo livro é enrolação. (É por isso que amo duologias.)

Livro participante do #DLL20 na categoria "capa verde".

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Véspera de Natal, dois términos de namoro, um livro de autoajuda e a cidade de Nova York como cenário: Charlotte e Anthony, apesar das diferenças, embarcarão em uma jornada que os fará enxergar a si mesmos e a cidade a seu redor sob outras perspectivas. É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que, coicidentemente, acabou de levar um fora – e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, “Supere seu ex em 10 passos fáceis”, e determinados a, de fato, superarem suas desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York – e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória.

Catherine Rider | Beijos em Nova York | Galera Record | 2020 | 240p.


Assim que li a sinopse, sabia que essa história seria na linha de Amor a primeira vista de Jennifer Smith, onde eles se num avião e se apaixonam durante o vôo.

Foi nessa linha, mas não gostei tanto quanto do "original". Eu só... senti que estava faltando algum detalhe para torná-lo mais inesquecível, sabe.

Faltou aquele "tchan".

Mas, ao todo, a história foi leve, fofa e romântica, e com um pouco de corações partidos na véspera do natal, como toda boa história deveria ser. Passa super rápido e é bom para te tirar daquela falta de vontade de ler.

Livro participante do #DLL20, na categoria "autor inglês".

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Num mundo sem futuro ou esperança, Feyre, filha caçula de um mercador humano falido, se torna caçadora para sustentar a família. Após matar um lobo, uma criatura bestial surge, exigindo uma reparação. Arrastada para além do muro, para uma terra mágica e traiçoeira - que ela só conhecia por meio de lendas -, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, Grão-Senhor da Corte Primaveril. Um feérico com um segredo, escondido sob uma máscara.À medida que ela aprende mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade a uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas, e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados
Sarah J Maas | Corte de espinhos e rosas | Corte de espinhos e rosas #01 | Galera Record | 2016 | 434 p.


Essa é a melhor releitura de um conto de fadas que eu já li!

A autora colocou os pontos principais de A Bela e a Fera, mas fez sua própria história, sua própria trama. Temos o esqueleto desse conto de fadas, contudo todo o resto é da imaginação de Sarah e que criatividade!

"Se houvesse, de fato, o coração de um feérico batendo sob aquele pelo, então, que morresse. Que morresse depois de tudo o que aquele povo fizera conosco. Eu não correria o risco de que ele espreitasse nossa aldeia mais tarde, atrás de massacrar e aleijar e atormentar. Que morresse ali e naquele momento. Eu ficaria feliz em acabar com ele."

Quando fui dar uma nota a esse livro, me senti sem saber que nota dar. Ele não merecia 5☆(infelizmente, não foi tão perfeita), mas 4☆ também não alcançava seu valor. Pela primeira vez na história de Bela (eu, Bela), dei 4,5☆.

Por que não 5☆? Achei o final corrido, embora corrido não seja bem a palavra... Entendi que a autora queria ter como foco outra coisa no segundo livro, mas acabou que, no processo de resolver o conflito do primeiro livro, não houve climax; foi tudo muito ameno.

Não me entenda mal. A autora fez uma história incrível, com personagens incríveis e uma trama envolvendo tudo surpreendente, mas acho que ela queria abordar tanta coisa que não atingiu a emoção que podia.

Embora entendo totalmente a dificuldade de tirar algo de uma história.

Eu também não tiraria nada dessa história; tirar meia estrela é um preço pequeno a se pagar pela possibilidade do desenrolar dessa trama. E que possibilidade!

Não quero dar spoiler, mas eu fiquei sem saber como me sentir em relação ao romance. Num primeiro momento, disse NÃO. Agora, estou em "será?" e gostando da possibilidade.

Mais alguém?

Livro participante do #DesafioLeiturasAtNoon2020, na categoria "fantasia".
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Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos. Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue. Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino
Holly Black | O príncipe cruel | O povo do ar #01 | @galerarecord | 2018 | 322 p.


O Príncipe Cruel não foi o livro que eu esperava e que surpresa boa!

A história é de fantasia e, pensava eu, um romance bobo e romântico, mas não teve nada disso. O livro é de fantasia, sim, mas é uma fantasia pesada, com sangue e personagens cruéis e traições de tirar o fôlego.

"Eu não quero me sair tão bem quanto um dos feéricos no torneio. Eu quero vencer. Não desejo ser igual a eles. No fundo do meu coração, eu desejo ser melhor."

Os feéricos não podem contar mentiras, mas é isso que os torna mais perigosos. É na verdade que está a manipulação deles. E esse é um livro que me deixou desconfiada, tão desconfiada. Eu lia uma cena, mas tinha que pensar no que não era dito, no que estava oculto e/ou era muito sutil. Achei incrível esse domínio da autora sobre a história; algumas cenas demoram a fazer sentido, mas, por fim, elas fazem.

E o que falar do romance?

Enquanto lia, só podia pensar que eu era uma cretina. Por que é tão bom gostar de um vilão, pensar nele como um bad boy com um passado sombrio e um coração dourado?

Quero muito ver o desenrolar desse romance e desafio quem for ler a descobrir meu shipp. Não será tão difícil. Desafio a não ter o mesmo shipp que eu.

"Por mais cuidadosa que eu seja, vou acabar cometendo outro erro. Sou fraca. Sou frágil. Sou mortal. E odeio isso mais que tudo. Mesmo que por algum milagre eu seja melhor que eles, jamais serei um deles."

Sim. Traições. Amar vilões. Surpreende-se a todo instante. Sangue e mentiras e mortes. Espere muitas mortes. Essa não é uma fantasia no estilo romântico que você pode esperar (que eu esperava); essa é uma fantasia escura, então vá preparada. Não é nada muito pesado, mas também não é leve.

E, aproveitando esse momento, para quem gosta de fantasia pesada, recomendo a Trilogia dos Espinhos. É sensacional e para quem tem estômago.

P. S. Acredito que o mundo ficcional seja o mesmo de O canto mais escuro da floresta da autora. Mais alguém?

Livro participante do #DLL20, na categoria "duas cores".
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Hazel e seu irmão, Ben, moram em uma cidade onde humanos e fadas convivem. A magia aparentemente inofensiva desses seres atrai turistas de todas as partes, que querem ver de perto as maravilhas do lugar e, principalmente, o garoto de chifres e orelhas pontudas que descansa em um caixão de vidro. Hazel e Ben eram fascinados pelo garoto quando crianças. Mas, à medida que crescem, as histórias e teorias que inventavam perdem o encanto. Eles sabem que o garoto de chifres nunca acordará... Até que um dia ele acorda. Agora, os irmãos precisam se tornar os heróis que fingiam ser em suas brincadeiras e desvendar os mistérios que envolvem aquele príncipe com chifres.
Holly Black | O canto mais escuro da floresta | Galera Record | 2017 | 294 p.


Essa foi a resenha mais difícil do mês, sinceramente. Eu não sei o que escrever até agora, porque houve tantas coisas que eu gostei, que não sei como descrever.

Em O canto mais escuro da floresta, somos apresentados a Hazel e Ben, dois irmãos que por algum motivo me fez pensar em João e Maria. Talvez eu vi algum spoiler e não me lembrasse. Ou talvez porque no original Maria é Hazel. De qualquer forma, há uma certa relação com João e Maria.

Quando eram mais jovens, eles encontraram uma bruxa e depois disso viraram caçadores de qualquer ser mágico perigoso. E isso é apenas uma parte da trama; um ponto essencial, mas não central.

O ponto central é que há um príncipe dormindo há muitos anos no centro da floresta, num caixão de vidro, meio que a Branca de Neves. Um dia, de alguma forma, ele acorda e coisas estranhas (mais estranhas do que o normal na cidade) começam a acontecer e Hazel e Ben partem em mais uma aventura, numa caçada a esse príncipe dos sonhos.

"Era uma vez uma menina que jurou que salvaria a todos, mas que com isso esqueceu-se de si mesma.Era uma vez uma menina..."


Primeiro: adoro a escrita e as histórias de Holly Black e tenho todos os livros dela marcado no skoob para ler ou já lidos. E que livros! Com esse, não foi diferente.

Em O canto mais escuro da floresta, Holly Black trouxe que fadas e magia são algo perigosos. Essa abordagem sobre o tema já é algo tão comum a se encontrar nas histórias como se estivéssemos sendo apresentada ao conceito tradicional da Disney. O que eu achei único foi os personagens e os limites que ela fez entre certo e errado, mentiras e verdades... Eu adorei o desenrolar dos acontecimentos, porque eu não sabia o que iria acontecer.

"Não tinha certeza se o filho tinha recebido uma maldição ou uma bênção. A verdade é que foram as duas coisas. Mas Hazel, flutuando no líquido amniótico, não teve nem uma coisa nem outra. A tragédia dela, se é que possuía mesmo alguma, era ser tão normal e comum quanto qualquer outra criança já nascida."

Demorei um pouco para engatar na leitura (1/3 do livro), mas chegou um momento que me vi presa e submersa num suspense, que meu Deus! Eu não sou de livros/filmes de terror, contudo estou ansiosa para ler algum se tiver um suspenso depois desse gostinho que tive.

Não teve nada de assustador nem nada do tipo no livro, não se preocupe. Mas houve uma cena de luta, ação, aventura... chame do que quiser, estou chamando de suspense, que me prendeu e eu devorei o livro. Eu estava me perguntando antes disso se daria tempo de terminar os 2 livros que falta do #dll20 antes do final do mês e acabei esse num dia... Ufa!

"Ela deveria dizer que não, mas, em vez disso, parecia estar correndo atrás de problema, fazendo todo o possível para que nenhum garoto ficasse sem ser beijado, nenhuma paquera fosse deixada de lado, nenhuma péssima ideia abandonada."

Holly teceu uma trama onde foi soltando migalhas no caminho, bem no estilo João e Maria. Não há palavras melhor para descrever o que ela fez do que isso. Cada capítulo trouxe um pedaço de algo muito maior e mais saboroso.

Cá entre nós e Holly Black, por favor, eu adoraria um segundo livro, poderia ser uma continuação ou um prelúdio, porque tem um ponto na história que não vou contar (#spoiler), que eu adoraria saber mais; é algo que acontece há alguns anos antes do livro e cadê o livro sobre?! Um livro sobre Jack também seria ótimo.

Livro participante do #dll20, na categoria "capa colorida"
Livro participante do #desafiosleituraatnoon2020, na categoria "autora que já ganhou um prêmio".
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Às vezes, tudo o que precisamos é de uma nova perspectiva para entendermos o mundo. Quando uma improvável amizade começa a surgir entre Kit Lowell, uma das meninas mais populares do ensino médio, e David Drucker, o garoto nerd e isolado, todos ficam surpresos... principalmente Kit e David. A garota está tendo dificuldades em lidar com a perda do pai após um acidente de carro, e acaba apreciando a honestidade contundente de David. Na verdade, parece que ele é o único capaz de ser objetivo sobre diversos assuntos, inclusive a morte, e ela acha isso estranhamente revigorante. David, que não tem muitos amigos e é vítima constante de bullying na escola, fica encantado com a atenção que recebe de Kit e natureza curiosa da nova amiga. Quando ela lhe pede ajuda para descobrir mais sobre o trágico acidente de seu pai, David topa na hora. Mas nenhum deles poderia prever o resultado dessa busca; nem sempre é fácil lidar com a verdade.
Julia Buxbaum | Quando não há palavras | Galera Record | 2019 | 304 p.


Eu devorei o livro. Eu tenho insônia e preciso me obrigar a dormir, porque é capaz que eu não durma nunca se não; eu faço de tudo para dormir e ler um livro tão bom quanto esse está claramente na lista do que NÃO fazer. Faltava um terço do livro para terminar e já passou da meia noite e, meu Deus, o que eu faço agora?

Fui tomar um chá para me acalmar e dormir. E ler o que faltava no outro dia.

E, ainda bem que pausei o livro na parte que pausei, porque se eu tivesse chegado ao plot twist... Eu teria virado a noite para terminar.

"É legal me sentar ao lado de alguém e não ter de falar quando não há palavras."

Em Quando não há palavras, Kit acabou de perder o pai e todo mundo está ou agindo como se não fosse nada ou olhando-a com pena e... Ela não sabe quem é, porque ela não é a mesma Kit de antes, não tem como ser, não com seu pai morto.

Assim, quando volta a escola, ao invés de se sentar com suas amigas, Kit decide sentar junto de David, um garoto esquisito que anda por aí com um fone antirruído, porque sabe que ele vai deixá-la em paz, mas o que ela não espera é o quanto acabaria gostando dele e como virariam amigos.

Lendo esse resuminho assim, a história parece uma qualquer, mas eu adorei. O ano mal começou e eu já tenho tanto livro favorito. Eu queria ler esse livro assim que o vi e queria mais ainda quando descobri que um dos personagens tinha autismo e, sim, esse é David.

"Todos nós andamos por aí insitindo que temos algum controle sobre o destino, porque reconhecer a verdade — que não importa o que façamos, as coisas darão errado sem aviso prévio — é insuportável."

A autora escreveu... Eu não sei explicar porque estou tão apaixonada por esse livro. Acho que, talvez, pela sua simplicidade, pelo fato de tudo ser possivel, por poder ver tudo acontecendo na vida real.

Os protagonistas são encantadores e mais do que o autismo, do que o asperger, nós vemos a amizade de David e Kit e o quanto ter alguém para se apoiar é essencial, seja família ou amigos. Há um teor de romance? Há, mas nada exagerado. E o final é tão fofo, que não tem como não gostar.

E o plot twist, já falei dele? Eu realmente não o vi chegando, embora muita coisa fez sentido em retrospectiva.

E o que você está esperando? Vá ler esse livro!

Livro participante da #MaratonaUdeU, na categoria "livro ganho" e "de aquecer o coração".
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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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