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Yuki Kurohime

No primeiro livro da série protagonizada pela jovem Charlotte, descobrimos que o talento para solucionar crimes corre no sangue da família Holmes. Com apenas 10 anos, a mais nova descendente do detetive ajudou a polícia a recuperar diamantes que valiam três milhões de libras. Agora, no ensino médio, a capacidade analítica da jovem é posta mais uma vez à prova quando um estudante da escola que ela frequenta nos Estados Unidos aparece morto sob circunstâncias intrigantes, aparentemente inspiradas em uma das histórias mais aterrorizantes de Sherlock Holmes. Os principais suspeitos do crime? Charlotte Holmes e Jamie Watson. Sim, esse mesmo, o tataraneto do fiel amigo do detetive inglês. Como Sherlock, Charlotte toca violino, é ótima em assumir diferentes disfarces, conduz experimentos forenses e tem uma fraqueza por opiáceos. Apesar de também ter herdado a audácia e petulância do tataravô, Charlotte tem seus próprios mistérios. Já Jamie sempre foi intrigado pela moça, mas, apesar do histórico familiar, os dois só se conhecem poucos dias antes do crime. Juntos, eles terão que provar que não são os culpados e, para isso, precisam agir como detetives.

Brittany Cavallaro | Um estudo em Charlotte | Rocco | 2019 | 384p.



Novembro foi um mês literário difícil para mim, tanto porque eu estava viciada nos doramas quanto porque meu gênero da vez era mais na linha leve e divertido e romântico e eu não estava lendo nada disso.


Embora Um estudo em Charlotte soube dosar tudo bem e me fazer devorar o livro, porque ele é um mistério, mas um mistério leve, divertido e um pouco romântico sem ser exagerado.


Primeiramente, eu gostei dos personagens. A autora trouxe as características clássicas de Sherlock e John em seus sucessores: Charlotte é uma Holmes e temos a inteligência, o violino, o vício pelas drogas... e um pouco de vulnerabilidade emocional, o que faz com que possamos nos conectar a ela; e Jamie Watson é um escritor e tem aquela crença relativamente inabalável como só Watson's têm em quem é um Holmes, e aquele desejo por crimes e mistérios.


São os personagens originais que conhecemos numa roupagem mais teens (e com Holmes sendo uma garota para que as pessoas convencionais possam shippá-los sem peso na consciência, vamos ser sinceros).


O mistério também tem em sua essência Um estudo em vermelho (escrito por Sir Arthur Conan Doyle) e vários outras referências às aventuras de Sherlock e Watson, conseguindo ser uma leitura juvenil sem soar cansativo. E o mistério realmente me surpreendeu, não conseguir adivinhar quem era o culpado e a motivação pr trás até os últimos momentos.


Infelizmente, eu vi alguns pontos problemáticos na narrativa, principalmente pela maneira como a autora aborda, ao considerar a história de um jeito crítico, como o uso de drogas sem críticas (é um livro juvenil, então isso vai ser algo muito impressionável aos leitores), como o fato de Watson ter problemas de raiva e que num momento se forçou a Holmes (mas ele é amigo dela, não quera fazê-la mal... ainda é errado!). Espero que tais pontos sejam melhores abordados na continuação.


De modo geral, eu gostei da história, mas não estou dando 5 estrelas, porque... ficou faltando algo. Uma dose de algo que não sei nomear, mas com certeza é uma leitura que eu faria de novo e que irei ler a continuação.

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A ilha inspirou profundamente.O céu silenciou-se. A chuva diminuiu até tornar-se um chuvisco e os trovões se dissiparam enquanto Fionn afundava a uma camada diferente de Arranmore. A água foi arrastada para longe da encosta, e as ondas recuaram para dentro do mar até que a praia emergiu embaixo dele.Fionn se agachou para começar a descer a escadaria em ruínas. Manteve os olhos fixados em seus pés. O garoto foi descendo, descendo, descendo, seguindo a maré em refluxo, enquanto corvos surgiam do céu para incentivá-lo a seguir adiante.A ilha foi tomada por um silêncio sinistro e o observou ir.Uma vez a cada geração, a Ilha de Arranmore escolhe um novo Guardião da Tempestade para exercer seu poder e manter sua magia a salvo dos inimigos. Chegou a hora do avô de Fionn Boyle, um senhor excêntrico e misterioso, renunciar e logo um novo Guardião irá surgir. Ao mesmo tempo, uma magia sinistra está despertando, com a intenção de reacender uma guerra e mudar a vida de Fionn e o futuro da ilha para sempre.

Catherine Doyle | A ilha do Guardião de Tempestades | Rocco | 2020 | 320p



Sabe um livro infantil de fantasia que você devora? É esse.


A ilha do Guardião de Tempestades foi uma leitura que comecei de forma despretensiosa e que delícia ser encantada desse jeito. É uma surpresa muito bem vinda.


Eu estava tão ocupada com as demandas da faculdade, mas quando comecei esse livro nada me fez parar. Eu precisava ler mais, saber mais, terminar para ontem e descobrir todos os segredos da ilha.


E quero o segundo livro já.


É um livro infantil, mas tem muitos detalhes que trazem uma carga emocional ímpar. Como a mãe estar em luto. O filho se culpar pelo sofrimento da mãe. O avô estar perdendo a memória. É um livro infantil, como disse, mas esses detalhes são tão... densos. Gostei da forma como foram abordados, principalmente levando em conta o público infantil.


(Oh, meu Deus, sinto que estou analisando o livro psicologicamente falando. Ignorem-me.)


(E eu já comentei sobre resenhar livros muito tempo depois de tê-lo lido?)


O único ponto negativo é que os únicos personagens que foram bem desenvolvidos (não é exatamente esse termo) foram avô e neto. Não consegui sentir empatia pelos demais, infelizmente, ficou faltando algo que me fizesse entender o comportamento deles (estou falando da irmã).


Mas estou ansiosa para ler mais, a premissa é muito interessante e original. Entre outros pontos (para não dizer spoiler), nunca ouvi falar de uma ilha mágica e consciente. Ou, se ouvir, fugiu da minha memória. E vocês?

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Em Nicolau São Norte, primeiro livro da série Os Guardiões, William Joyce conta a verdadeira história de ninguém menos que Papai Noel, que, muito antes de ser São Nicolau (ou Santa Claus), era conhecido como Norte, um destemido espadachim e notório fora da lei. Na história, que traz charmosas ilustrações em preto e branco, somente quando vilões verdadeiros entram em cena Norte encontra outro uso para suas famosas habilidades de lutador, transformando-se no herói adorado por crianças do mundo inteiro.

William Joyce | Nicolau São Norte e a Batalha contra o Rei dos Pesadelos | Os Guardiões da Infância # 1 | Rocco | 2012 | 232p.


Eu sou apaixonada por A Lenda dos Guardiões. Quando descobri que havia livros contando mais sobre os personagens, sobre os guardiões, é claro que eu tinha que ler. Eu adoro Jack Frost, Sandman e, claro, Pitch Black.

E o que falar dessa obra?

É incrível!

É uma daquelas histórias infantis que você se sente presa e maravilhada e quer mais.

Houve algumas partes, alguns termos, que achei que pudesse ser de difícil compreensão para as crianças, mas nada que prejudicasse a leitura.


"Entender o faz de conta”, costumava dizer Ombric, “é conquistar todas as barreiras do tempo e do espaço”."


Demorou um pouquinho para surgir papai noel de fato (ou deveria dizer Nicolau São Norte?), mas valeu a pena.

Confesso que minha parte favorita foi saber mais sobre o passado de Pitch e criar teorias na minha mente sobre ele e NoiteLuz. E claro que eu pesquisei no google, não vou conseguir esperar os outros livros para descobrir; eu tinha munhas suspeitas e não é que estava certa?!

Enfim. Quero os outros livros. Estou com vontade de saber mais. Quero o livro dos meus favoritos principalmente. Já falei deles? Embora não vi se tinha do Jack e do Pitch; espero que sim.


Livro participante do #DLL20, na categoria "fábulas".
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Neste eletrizante thriller de ficção científica, Emika Chen é uma hacker de 18 anos com uma vida financeira difícil. Num golpe de sorte do destino, ela se torna milionária ao ser contratada pelo criador do Warcross, um jogo de realidade virtual que virou febre em todo o mundo, para evitar um ataque em massa que estaria sendo planejado contra a plataforma – e seus milhões de usuários – durante a cerimônia de encerramento de um grande campeonato. Mas a garota logo conhece o lado sombrio do sucesso, à medida que a final se aproxima e pistas ameaçadoras começam a surgir. De onde partirá o ataque ao maior fenômeno da tecnologia mundial? Imersa no universo do Warcross, Emika descobre que escolher em quem confiar pode ser o jogo mais arriscado de todos.
Marie Lu | Warcross | Warcross #01 | @editorarocco | 2018 | 320 p.


Estou em estado de choque.

Eu li a sinopse da continuação antes de ter sequer iniciado o primeiro livro. Soube spoilers que não estava preparada para saber. Mas nada me preparou para essa revelação.

Ou melhor: para as implicações e dilemas dela.

Terminei o livro e fui discutir questões éticas e morais e o que é e não certo entre escolhas impossíveis!

Marie Lu trouxe um ótimo vilão. Eu amo vilões. Imagine um vilão com ideais bons e um meio ruim enquanto você tem um herói com ideias bons e um meio ruim... hum, talvez os dois sejam violões do seu próprio jeito.

"Toda porta trancada tem uma chave. Todo problema tem uma solução."

Agora que pude desabafar sobre isso, vamos falar do resto do livro.

Achei o mundo de Marie Lu incrível e que me lembrou MUITO de Sword Art Online (um mangá/anime/novel que eu amo). Estou curiosa se ela pegou algo dele, porque tem semelhanças incríveis. Isso de realidade virtual sendo beeem real será futuro, será realidade e não distopia  daqui a pouquinho, tenho certeza.

Os personagens são cativantes e quero saber mais sobre os secundários além do que estava implícito. E quero saber mais dos protagonistas, dessa trama e, por favor, não transforme isso num cliché de triângulo amoroso e moral.

Não ouse fazer isso comigo, Marie Lu; não ouse!

E aí? Quem leu? Quem quer ler? E o que acham desses personagens que fazem você questionar sua própria moral? Eu adoro. Nada como duvidar de si e do que você faria.

Livro participante do #DLL20 na categoria "distopia".
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O livro conta as peripécias de uma menina órfã esperta, charmosa, autoconfiante e... muito desastrada. Em sua primeira aventura, Ivy se vê abandonada em Paris, sem nenhum centavo e completamente perdida. Quando uma duquesa a incumbe de entregar um colar incrível (e possivelmente amaldiçoado) a uma menina chamada Matilda, em seu aniversário de 12 anos, Ivy enxerga a chance de retornar a Londres e embarca num navio para cumprir a missão. A partir daí, a intrépida protagonista conhece uma série de personagens improváveis e se envolve em muitas confusões e mistérios, incluindo um ataque de estranhas criaturas nanicas que usam vestes de monges. Será que Ivy conseguirá entregar o colar a Matilda e, principalmente, chegar sã e salva à última página?
Caleb Krisp | Ivy Pocket e o segredo do diamante | Editora Rocco | 2017 | 336 p.
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"Já tive muitas criadas na minha longa vida, Ivy Pocket, mas até hoje nunca tinha sentido vontade de enfiar uma delas em um canhão, apontá-lo para o oceano e acender o pavio! Resumindo: eu odeio você! "
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Eu. Adorei. Esse. Livro.

Não esperava gostar tanto, embora eu devesse. Sou eu e um livro infantil, um desenho infantil, um filme infantil... O gênero infantil tem as melhores histórias, personagens e tudo!

Ivy Pocket (a personagem) é tudo de bom, a propósito. Ela tem todos os instintos de tudo que se imagine, mas é principalmente uma sem noção. Isso, sim  foi algo surpreendente. Nunca vi uma personagem tão doidinha e cativante. Eu me perguntaria como Ivy Pocket continua viva, se já não soubesse (spoileerrr).
.
"É claro que cedo ou tarde acabaria esbarrando em alguma coisa simplesmente eletrizante. Ou poderia terminar como uma mendiga, sem amigos e morrendo de fome. O que seria terrivelmente inconveniente. Mas – olhando a coisa pelo lado bom – como seria maravilhosamente trágico!"
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A leitura me lembrou Desventuras em Série, sendo apenas um pouco menos mórbida e mais engraçada. As ilustrações são um pouco mórbida também. Tudo é um pouco mórbido, enfim, começando com a figura de Ivy Pocket, apesar dela ser tão cheia de energia e adorável e eu querer adotá-la.

A história é de fantasia, mistério e suspense. Como se fosse um Sherlock Holmes infantil com uma pitada de Percy Jackson; e não vamos esquecer Desventuras em Séries, não apenas com seu elemento gótico, mas também com sua obviedade.

A narrativa é uma diversão e apesar de alguns pontos serem óbvios, hilariantemente óbvios, ainda há surpresas ao longo do caminho. Mal posso esperar para ler mais sobre essa garotinha!

Livro participante do #DLL20, na categoria "letra inicial do nome", ou seja I de Izabela.
Livro participante da #maratonatrilit.
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Janie e Micah, Micah e Janie. Desde os primeiros anos da escola. Almas gêmeas em segredo. Melhores amigos que passavam as tardes na pedreira da cidadezinha onde cresceram juntos, a mais profunda de Iowa. Até que Janie desaparece, e tudo o que Micah pensava que sabia sobre sua melhor amiga é borrado de dúvida. Até que Micah acorda no hospital, e não se lembra de nada. Mas para montar o quebra-cabeça do desaparecimento de Janie e entender seu apocalipse particular, Micah Carter precisa recuperar suas lembranças, inclusive as mais difíceis, numa jornada devastadora. Adotando uma narrativa não linear, que vai e volta entre Antes e Depois e alterna as vozes dos dois protagonistas-narradores, Amy Zhang, autora do surpreendente Quando tudo faz sentido, conta a história de uma amizade marcada por obsessões e segredos dolorosos. E, mais uma vez, entrega um romance Young Adult original, sincero, comovente e impossível de largar até a última página. (Skoob)
ZHANG, Amy. O fim do mundo é aqui. Rocco Jovens Leitores, 2018. 272 p.
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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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