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Yuki Kurohime

EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor. Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam paracasa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.
VANDERPOOL, Clare. Em algum lugar nas estrelas. DarkSide Books, 2016. 288 p.


Eu tinha em mente ler os 5 livros do #DLL20, mas acabei me empolgando e comecei a participar de um monte de desafio e maratona e fui pesquisar livros com representatividade e... enfim, tanta coisa aconteceu esse mês que não sei se eu já tinha esse livro nos meus desejados ou não.

Não importa como cheguei, apenas que estou aqui.

E eu sabia que iria gostar desse livro antes mesmo de ler. Tem várias coisinhas pequenas e espalhadas que eu adoro, como: referências musicais, estrelas, personagens representativos e crianças. Não é à toa que ele está participando da #maratonadocamera na categoria "música" e "foto linda" e do #maratonaudu em "capa linda" e "parabéns para você"; esse livro é ganhador do prêmio Printz Honor Award!

"Então fiz à Early Auden, o mais estranho dos garotos, a mais importante das perguntas.
-Quem é Pi?"

Hum, confesso que não sei como fazer a resenha desse livro. Disse que houve várias pequenas coisas que eu sabia que iria gostar antes de ler? Existe mais coisas ainda que gostei depois que li.

Jackie é o protagonista e, depois de perder a mãe, tem que se mudar e viver num local novo. Lá, ele faz amizade com Early, um garoto estranho, que todos ignoram, que é um gênio da matemática, obcecado pelo número Pi e com uma escolha musical a depender do dia e do clima.

A história gira ao redor dessas duas crianças, desses dois meninos: Jackie e Early. Ambos são muito diferentes, mas iguais na única coisa que importava: perderam a pessoa mais importante da vida deles. E eles partem numa busca para encontrar uma parte do que perderam e, o mais importante, a si mesmo no caminho.

Entrementes a essa busca, Early conta uma história. Ou, talvez, os números a contém e Early seja o único a vê-la. Para ele, os números não apenas mostram cores, formatos, sons e texturas; eles contam uma história.

A história de Pi.

E que história.

"Pi entendia a necessidade de se apegar. De não abrir mão da própria dor. Ela havia se tornado parte dele. Quem seria sem essa dor? A ideia o amedrontava."

Se não deu para perceber, Early tem autismo, embora em nenhum momento tal tempo surja, porque a história se passa no século 19 e Early seria considerado apenas uma criança estranha.

E eu achei tudo maravilhoso.

Admito que, enquanto lia, eu me encontrei temendo o final, porque... sinceramente, eu não vi o final sendo feliz. E eu não sei se digo o que aconteceu ou não, mas vocês vão se surpreender, disso não tenho dúvida.

Jackie e Early são personagens maravilhosos e tudo que aconteceu foi perfeito. É uma história sobre crescimento, perda, luto, amor e amizade, contada pela visão de um jovem e recheado de metáforas e ditados, e que ditados!

Livro participante da Maratona do Câmera na categoria "música" e "foto linda".
Livro participante da Maratonaudu em "capa linda" e "parabéns para você".
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Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor. Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa. Essa é uma das belas surpresas do livro: mostrar a guerra pelos olhos de uma menina, e não pelo ponto de vista de um soldado, que enfrenta a fome e a necessidade de abandonar seu lar. Assim como a protagonista, milhares de crianças precisaram deixar a família em Londres na esperança de escapar dos horrores dos bombardeios. (Skoob)
BRADLEY, Kimberly. A guerra que salvou a minha vida. DarkSide Books, 2017. 240 p.


Eu estou participando do #desafioleiturasatnoon2020 e foi tão difícil achar um livro que falasse sobre relacionamento abusivo e/ou personagem refugiada escrito por uma mulher (desafio do mês de janeiro). Quando vi esse livro, não acreditei. Ele se encaixa nas duas categorias disponíveis.

"Existe guerra de tudo quanto é tipo."

Ada é uma garota com uma deficiência no pé, que a faz mancar. Ela não pode sair de casa, sua mãe não a deixa, diferente de Jamie, seu irmão menor, que é bom e saudável e estar livre. O que a salva, o que a dar sua liberdade, é a guerra; é a guerra que dar uma chance dela ficar longe de sua mãe e malfeitora, uma vez que as crianças estão sendo evacuadas para o campo.

O primeiro capítulo já começa de forma bruta e eu já pensei "esse livro vai arrancar meu coração e queimá-lo, me deixar em frangalhos". É um livro que me deixou com um bolo na garganta e com uma tristeza tão grande, já nas primeiras páginas, já no primeiro capítulo. O resto do livro foi uma montanha russa só para baixo, com ocasionais sentimentos de alegria, porque cada pequena coisa boa vinha acompanhado da melancolia de antes não existir nada disso.

Eu queria pegar essas duas crianças e protegê-las, guardá-las perto do meu coração onde estaria sempre quentinho e com comida. Mas que mãe desgraçada! Com essa, eu queria maltratá-la, fazê-la receber de volta tudo que fez. E com juros e correção monetária!

"No fim das contas, foi a combinação das duas guerras — o fim da minha pequena guerra contra o Jamie e o início da grande guerra, a do Hitler — que me libertou."

A autora escreveu de forma maravilhosa, com uma inocência e inteligência que apenas crianças são capazes, não esquecendo em nenhum momento os problemas da deficiência da Ada, do abuso sofrido pela mãe ou da guerra. Esses três temas são os principais e eu queria chorar. Sabe a sensação de angústia do primeiro capítulo e da montanha russa? Não parou em nenhum momento durante a leitura.

E por que cidades do campo sempre tem essa vibe tão boa? Me sinto até uma enganadora, colocando esse livro como categoria do #MaratonaDoCamera também, não era minha intenção. Mas, sério, quem não quer conhecer um lugar assim (e Inglaterra!), com grama verde brilhante, céu azul pastel, nuvens brancas e fofas, sol morninho para dormir do lado de fora com um vento refrescante, hum... Esse lugar seria perfeito para uma festa ao ar livre!

"Um novo e desconhecido sentimento me preencheu. Parecia o mar, a luz do sol, os cavalos. Parecia amor. Vasculhei minhas ideias e encontrei o nome. Felicidade."

Ainda no livro, o final foi ótimo e eu quero ler a continuação e não quero, porque eu estava me preparando para uma catástrofe e não houve (#spoiler), mas um segundo livro é a oportunidade perfeita e crianças são minha fraqueza. É tão ruim vê-las sofrendo!

Livro participante Desafio Leituras At Noon 2020, na categoria "relacionamento abusivo e/ou personagem refugiada escrito por uma mulher".
Livro participante da Maratona Do Câmera, na categoria "lugar da festa".
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 Emperor of Thorns


Título: Emperor of Thorns
Autor: Mark Lawrence
Editora: DarkSide
Paginas: 528
Ano: 2014
Sinopse: O mundo está dividido e o tempo se esgotou completamente, deixando-nos agarrado aos dias finais. Estes são os dias que nos esperaram por todas as nossas vidas. Estes são os meus dias. Eu vou estar diante da Centena e eles vão ouvir. Vou tomar o trono, não importa quem está contra mim, se vivo ou morto. E se eu devo ser o último imperador, farei disso um final e tanto.
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King of Thorns

Resenha do livro.
-Esta vai ser uma daquelas vezes em que você finge não ter um plano ate o ultimo momento? – perguntou Makin. – E ai acaba realmente não tendo um?

Há algo frágil em mim que se quebra antes de se entortar. Talvez se o Príncipe de Arrow houvesse trazido um exercito menor eu poderia ter a sensatez de fugir. Mas ele exagerou.

Morrer queimado sempre foi uma preocupação minha. Chame de meu ponto fraco particular. Algumas pessoas têm medo de aranhas. Eu tenho medo de imolação. De aranhas também.

-Esta é uma má ideia, Jorg.
-É uma ideia perigosa, Coddin, mas isso não significa que seja ruim.
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King of Thorns

Titulo: King of Thorns
Autor: Mark Lawrence
Editora: DarkSide
Paginas: 528
Ano:2014
Sinopse: A terra arde com o fogo de centenas de batalhas enquanto lordes e pequenos reis lutam pelo Broken Empire. O longo caminho para vingar o massacre de sua mãe e irmão mostrou para o Príncipe Honorous Jorg Ancrath os atores por detrás dessa guerra sem fim. Ele viu o jogo e se comprometeu a varrer o tabuleiro. Primeiro, entretanto, ele deve reunir suas próprias peças, aprender as regras do jogo, e descobrir como rompe-las.
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Prínce of Thorns

Resenha do livro.
Quinze anos! Se tivesse quinze anos não estaria devastando vilarejos!
Quando chegasse aos quinze, já seria rei!

-Príncipe Honório Jorg Ancrath, as suas ordens.

Há uma razão pela qual vou ganhar esta guerra. Todos os vivos têm lutado uma batalha que envelheceu antes mesmo de eles nascerem. Eu já afiava meus dentes nos soldadinhos de madeira do salão da guerra do castelo de meu pai. Tenho uma razão para ganhar onde os demais falharam. Eu simplesmente entendo o jogo.

É assustador ter uma faca, gelada e cortante, em seu pescoço. O fogo também é assustador. Assim como a tortura. Tudo isso é capaz de paralisar um homem. Ate que você perceba o que eles são. Eles não passam de maneiras para se perder o jogo. Você perde o jogo... E o que foi que perdeu? Você perdeu o jogo.
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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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