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Yuki Kurohime

Após uma série de assassinatos, um aprendiz de boticário precisa solucionar enigmas e decifrar códigos na busca por um segredo que pode destruir o mundo. Poções, quebra-cabeças e uma ou outra explosão. Tudo isso pode acontecer em um dia normal de trabalho do jovem Christopher Rowe, aprendiz de boticário. Mas o que ele não sabe, e logo vai perceber, é que este é um péssimo momento para ser assistente de Benedict Blackthorn. Uma série de assassinatos abala Londres, e Christopher está na mira. Seus únicos aliados são seus melhores amigos. Suas únicas pistas são uma mensagem codificada sobre o projeto mais perigoso de seu mestre, e um aviso criptografado: “Não conte a ninguém!”. Agora, resta a ele desvendar o código e descobrir o segredo que pode destruir a humanidade. Ou se tornar a próxima vítima. Uma história que faz perder o fôlego, repleta de suspense, mistério, e personagens inesquecíveis. (Skoob)
SANDS, Kevin. O enigma de Blackthorn. Leya, 2017. 352 p.


Primeiramente, esse NÃO É um livro de fantasia. Ou talvez seja, quem sabe. A história é sobre boticário e boticários existiram antigamente, eles eram como farmacêuticos medievais, e as fórmulas que faziam podiam muito bem serem mágica ou, como o livro aborda, uma graça concedida por Deus.

Além disso, a história se passa em 1665 em Londres (#DLL20: lugar que quero visitar) e tem referências a esse tempo sem ser algo chato e cem porcento histórico, como Galileu e Joana D'Arc serem hereges e etc. Eu não estava realmente ligada nelas, mas foi um toque que gostei.

"Esses ingredientes são dádivas do Senhor. São os instrumentos da nossa profissão. Você sempre deve lembrar que eles são apenas isso: instrumentos. Eles podem curar ou matar. Nunca é o instrumento em si que decide. São as mãos e o coração daquele que os usa. De todas as coisas que vou lhe ensinar, Christopher, não há lição mais importante."

Em O Enigma de Blackthorn, Christopher Rowe é aprendiz do mestre Blackthorn, esse que é um boticário. E, por mais que eu queira dizer o que acontece, porque acontece já nos primeiros capítulos, não irei; me parece um spoiler, já que nem a sinopse do livro entrega.

Então, algo acontece e Christopher e seu melhor amigo precisam resolver enigmas e descobrir códigos dentro de códigos, e esse é um livro infanto-juvenil, que, sinceramente, são a minha fraqueza. Adoro livros infantis; eles tem algo tão puro. Eu precisava de uma leitura dessa, que é revigorante.

"Meu mestre acha que ocasiões como essa devem ser lembradas. Por isso, como ele recomendou, anotei minha fórmula. Meu mestre sugeriu o título.
A ideia mais idiota do Universo."

Há segredos, mistérios, aventuras, amizades que sobrevivem a tudo (convidados para minha festa na #maratonadocamera, porque eu quero uma amizade dessas) e um final bem coeso e fechado, que não me fez precisar de uma continuação, mas que eu quero. O que será que acontecerá com Christopher depois de tudo isso? Mal posso esperar para descobrir. Vai ter continuação, certo?

Livro participante do DLL na categoria "lugar que quer visitar".
Livro participante da Maratona do Câmera, na categoria "convidados"(linda história de amizade).
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Aqueles que consideram “bruxa” um xingamento não poderiam estar mais enganados: bruxas são mulheres capazes de incendiar o mundo ao seu redor. Resgatando essa imagem ancestral da figura feminina naturalmente poderosa, independente e, agora, indestrutível, Amanda Lovelace aprofunda a combinação de contundência e lirismo que arrebatou leitores e marcou sua obra de estreia, "A princesa salva a si mesma neste livro", cujos poemas se dedicavam principalmente a temas como relacionamentos abusivos, crescimento pessoal e autoestima. Agora, em "A bruxa não vai para a fogueira neste livro", ela conclama a união das mulheres contra as mais variadas formas de violência e opressão. Ao lado de Rupi Kaur, de "Outros jeitos de usar a boca" e "O que o sol faz com as flores", Amanda é hoje um dos grandes nomes da nova poesia que surgiu nas redes sociais e, com linguagem direta e temática contemporânea, ganhou as ruas. Seu "A bruxa não vai para a fogueira neste livro" é mais do que uma obra escrita por uma mulher, sobre mulheres e para mulheres: trata-se de uma mensagem de ser humano para ser humano – um tijolo na construção de um mundo mais justo e igualitário. (Skoob)
LOVELACE, Amanda. A bruxa não vai para a fogueira neste livro. Leya, 2018. 208 p.


A bruxa não vai para a fogueira neste livro é mais um livro de poesia, que não pude dizer não. Ele é o segundo da série As mulheres têm uma espécie de magia, de Amanda Lovelace, e foi... Acho que o melhor livro de poesia que li até hoje.

Eu não sei nem por onde começar. Mentira. Eu sei. Vou iniciar pelo que mais me marcou, que foi o deboche que está no livro. Meu Deus. Adoro. Quero mais. O livro fala do reconhecimento da mulher sobre si, sobre sua magia e bruxaria e o fato, o simples fato, de ser mulher. E eu adoro isso. Esse é o livro de poesia feminista que eu estava procurando. Amanda Lovelace e Rupi Kaur? Divas da poesia feminista. Mas Amanda, tsk tsk, que fada bruxa você é, escrevendo essa poesia fantasiosa realista. Esse é o meu tipo de poesia. Eu li o prólogo e já sabia que ia amar. E esse deboche, já falei dele? Acho que posso repetir o meu amor pelo mesmo então.

Preciso respirar um pouco, eu sei. E fazer sentido.

"(...) um a um, eles nos perguntam se sabemos de que crime somos culpadas. depois de uma breve pausa para pensar, falamos: “a única coisa de que somos culpadas é de sermos mulheres.” essa é, ao mesmo tempo, a reposta certa & errada. para os caras dos fósforos, nossa existência é a forma mais negra de magia, normalmente punida com a morte.
eles não sabem o que vem por aí. que fofos.
nós não devemos ter medo deles.
não não não.
eles é que devem ter medo de nós.
– a primeira lição de fogo."

A narrativa da Amanda foi algo me surpreendeu, porque é poesia, mas há um enredo; é realidade e fantasia. Ela não se contentou em ser um, estar numa caixinha. Eu gostei bastante da pequena trama, que antecede as poesias dos 4 temas centrais. Como temas, nós temos Julgamento, Queima, Tempestade de Fogos e As Cinzas. Não posso nem dizer quais desses eu prefiro, porque são todos maravilhosos.

Em Julgamento, Amanda fala sobre como todos te julgam e como você tem que ser forte. Às vezes, ser forte é estar com outras mulheres.  Às vezes, é estar sozinha e colocar a si mesma sobre todos os outros.

Em Queima, é sobre como você é queimada pela opinião dos outros, pelo que um e outro acha certo e correto e bom, e magro e delicado e frágil. Ser mulher, quase sempre, parece ser sinônimo disso. E, se você não é assim, não se encaixa nesse padrão, você é queimada também. Como uma bruxa. Então queime os outros. Você é linda do jeito que é. E ninguém deve dizer como deveria ser sua beleza ou o que fazer com ela ou decidir usá-la pelo seu vão capricho.

Em Tempestade Fogo, é sobre usar o fogo que usam para nos queimar contra eles. Não sou eu dizendo isso, é a história. Tentaram nos prender em uma caixa, num padrão social onde mulher era sinônimo de inferior e empregada, nenhum pouco dona de si mesma - mas não conseguiram. Hoje somos fortes, não apesar disso, mas justamente por causa disso (by Lovelace, 2018).

E, por fim, As Cinzas. Depois do julgamento, da queimada e do fogo consumindo aqueles que o atearam, o que sobra? As cinzas. As cinzas deles. Devemos usar essa história para escrever o futuro, para que o passado não se repita. Então escreva e conte a sua história. E saiba separar o joio do trigo, os que merecem e não merecem sua empatia e amor.

"ser uma
mulher
é estar
pronta para a guerra,
sabendo
que todas as probabilidades
estão
contra você.
– & nunca desistir apesar disso."

Poesia, minha querida. Nunca me imaginei te amando. E te amando tanto, ainda por cima. Quem conhece livros maravilhosos que nem esse? Pode me recomendar, estou aceitando todas as indicações. E terceiro livro de Amanda Lovelace, A voz da sereia volta neste livro, aguarde-me que estou indo.

Livro participante do Desafio Literário Livreando, na categoria "poesia".
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Amor e empoderamento em versos que levam os contos de fada à realidade feminina do século XXI A princesa salva a si mesma neste livro, de Amanda Lovelace, é comparado ao fenômeno editorial Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur, com o qual compartilha a linguagem direta, em forma de poesia, e a temática contemporânea. É um livro sobre resiliência e, sobretudo, sobre a possibilidade de escrevermos nossos próprios finais felizes. Não à toa A princesa salva a si mesma neste livro ganhou o prêmio Goodreads Choice Award, de melhor leitura do ano, escolha do público. Esta é uma obra sobre amor, perda, sofrimento, redenção, empoderamento e inspiração. Dividido em quatro partes ("A princesa", "A donzela", "A rainha" e "Você"), o livro combina o imaginário dos contos de fada à realidade feminina do século XXI com delicadeza, emoção e contundência. Amanda, aclamada como uma das principais vozes de sua geração, constrói uma narrativa poética de tons íntimos e cotidianos que acolhe o leitor a cada verso, tornando-o cúmplice e participante do que está sendo dito. (Skoob)
LOVELACE, Amanda. A princesa salva a si mesma neste livro. As mulheres têm uma espécie de magia # 1. Leya Brasil. 2017. 208 p.


Há um tempo, eu diria que não gosto de poesia, mas talvez eu estivesse lendo o tipo errado de poesia o tempo todo. O livro começa um, dois avisos, e eu já pensei "oh, eu vou gostar desse livro". Poesia que é poesia te faz refletir, ver além do que é dito, e esse livro me fez.

"a princesa
fechou a si mesma longe

na torre mais alta,
esperando um cavaleiro de armadura brilhante
que viria para

resgatá-la

-não me dava conta de que podia ser meu próprio cavaleiro"

Este livro de poesia divide-se em quatro partes. A primeira é sobre uma garota, apenas uma garota, solitária e machucada, querendo viver em liberdade e segurança e esperando que alguém a resgatasse. A segunda parte fala da moça que virou donzela, que trocou uma torre por outra, com dragões ao invés de bruxas, ou talvez fale de outra garota, dessa vez vez uma donzela, e de como cada um tem suas lutas, suas batalhas, seus monstros. A terceira parte é sobre a rainha, que descobre que não precisa de ninguém para salvá-la, que é seu próprio cavaleiro de armadura brilhante. E a quarta parte... eu estava curiosa sobre o quarto capitulo.

Normalmente (só li Outros jeitos de usar a boca antes), costuma ser sobre dor, perdão e cura ou algo nessa linha, então o que essa parte quatro abordaria? É sobre cura, não a minha; você, não eu. É sobre conselhos, dicas, lembretes... Sobre como VOCÊ é importante e como escrever é importante. E por que todos artistas precisam de uma alma triste, precisam sofrer e sentir tão profundamente?

"quem eu
teria

sido sem

a inspiração

por trás dos meus
demônios

-provavelmente não seria poeta"

Eu realmente adorei esse livro, do começo ao fim, de todos os ângulos, mas... Mas. É mais um ponto que eu não gostei do que algo realmente ruim. Na terceira parte, na da Rainha, no salvar a si mesma, algumas poesias atribuem a salvação da personagem à um terceiro. Não estou dizendo que não precisamos de outras pessoas, mas nossa cura depende de nós mesmos; ninguém nos salva, só podem estar lá acreditando que você pode, você consegue, que você forte e capaz e... que é possível. 

Enfim, recomendo. Quem não gostar de poesia, dê uma chance. Quem gostar, vai amar.

P.S. Acho que vou tirar foto dessa poesia e mandar para X. Sera que é uma indireta muito direta?
P.P.S. Eu acredito em você também para se salvar, para ser seu próprio cavaleiro de armadura brilhante.
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O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares

Titulo: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares
Autora: Ransom Riggs
Editora: Leya
Paginas: 336
Ano: 2012
Sinopse: Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas.
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Quem sou eu?

Oi, sou K - e/ou Yuki Kurohime dependendo de onde estou. Em alguns momentos, sou a psicóloga K; em outros, sou a leitora, escritora e blogueira Yuki. Por qual dessas facetas sou mais apaixonada? Difícil escolher... Te convido a conhecer um pouco mais sobre a Yuki (sobre mim) por meio das minhas resenhas!

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